Pragas podem exigir replantio em lavouras de soja de MS
Lesmas e caracóis foram identificados em lavouras de soja das regiões Oeste, Sul e Norte de Mato Grosso do Sul na safra 2026/2027.
O registro foi feito pela equipe de campo da Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), que alerta para os danos causados pelas pragas durante o desenvolvimento inicial da cultura.
Conforme o Informativo Técnico, divulgado nesta terça-feira (20), as principais espécies encontradas no Estado são o caracol Drymaeus interpunctus e a lesma Sarasinula linguaeformis .
Os animais podem atacar folhas jovens, cotilédones e hastes, provocar a morte de plantas e comprometer a formação da lavoura.
Em casos graves, os danos podem exigir o replantio da área.
O período mais crítico ocorre entre a germinação e o desenvolvimento inicial da soja, quando as plantas têm menor capacidade de recuperação.
Além disso, populações elevadas de caracóis podem causar problemas durante a colheita, como o embuchamento das máquinas e o aumento do desgaste das colheitadeiras.
Umidade favorece a ocorrência - Segundo o informativo, a ocorrência de lesmas e caracóis é favorecida pela alta umidade, principalmente após as chuvas.
A palhada e a cobertura vegetal oferecem abrigo contra a radiação solar e predadores, enquanto temperaturas amenas também favorecem a atividade dos animais.
Durante o dia, as pragas costumam permanecer escondidas sob a palhada, em fendas no solo, debaixo de torrões e próximas aos restos culturais.
A atividade aumenta ao entardecer e durante a noite, períodos mais indicados para a identificação dos organismos na lavoura.
Apesar dessas condições, a Aprosoja-MS ressalta que a presença de palhada e o uso do sistema de plantio direto não significam, necessariamente, que haverá infestação.
A ocorrência e a intensidade dos danos variam entre áreas e safras.
Monitoramento e controle - O informativo recomenda o monitoramento desde a semeadura, principalmente em áreas com histórico de ocorrência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.