Nubank é o banco com mais renegociações no Novo Desenrola, seguido de Bradesco
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O Novo Desenrola , também chamado de Desenrola 2.0 e Desenrola Famílias, renegociou R$ 25,51 bilhões em empréstimos atrasados até quinta-feira (13), segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela Folha , com o Nubank à frente dos acordos.
O valor renegociado supera a estimativa da pasta de R$ 20 bilhões em dívidas renegociadas.
Após o desconto dado pelos bancos no âmbito do programa, as dívidas reduziram para R$ 5,09 bilhões. Ou seja, o desconto foi de 80%, em média.
Desse total de R$ 5,09 bilhões, R$ 3,8 bilhões foram dívidas que acabaram parceladas, enquanto o restante foi pago à vista. Dados do FGO (Fundo de Garantia de Operações, fiador das negociações) desta terça-feira (18) mostram que foram mais de 2 milhões de operações repactuadas a prazo até o momento.
O Nubank é o banco que mais fez renegociações a prazo pelo programa, em um total de R$ 1 bilhão e 568 mil renegociações.
Em segundo lugar está o Bradesco , com R$ 662,7 milhões em 329,5 mil operações parceladas. Esses números se referem a débitos renegociados e parcelados, que fazem uso da garantia do FGO.
Ambas as instituições têm parcela relevante de clientes com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105 mensais, em suas carteiras de crédito, justamente o público contemplado pelo programa.
O Desenrola abrange dívidas atrasadas de 91 dias a dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, por meio de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Segundo dados do Nubank relativos ao fim de julho, cerca de 2,3 milhões de clientes aderiram ao programa, a maioria à vista. Quase todos, 2 milhões, renegociaram o cartão de crédito em atraso, e mais da metade estava inadimplente havia mais de um ano.
Além disso, 1,6 milhão de clientes do banco digital que aderiram ao Novo Desenrola ganham até dois salários mínimos. Segundo o Nubank, o programa do governo federal reduziu o custo de crédito do seu balanço em 5%, economizando US$ 85 milhões (R$ 443 milhões na cotação atual).
No Bradesco, o percentual de inadimplência era de 4,2% em março. Segundo Marcelo Noronha, presidente da instituição, o banco renegociou, no total, R$ 2,7 bilhões até junho, incluindo o parcelamento do débito e os pagamentos à vista.
Ao falar sobre os resultados do segundo trimestre, o executivo disse que o impacto do programa é imaterial.
Em terceiro lugar nas renegociações do Novo Desenrola está o PicPay (do grupo J&F, a holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista), seguido de Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil , nessa ordem.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.