EQUILÍBRIO : Nem tanto ao céu e nem tanto ao inferno
Há pessoas que transformam qualquer conquista em um passaporte para a superioridade.
Outras fazem de cada dificuldade uma sentença de fracasso.
Entre a euforia de quem acredita poder tudo e o desânimo de quem já não acredita em nada, existe um caminho que exige maturidade: o equilíbrio.
Percorrê-lo significa reconhecer que a vida raramente cabe nos extremos com que tentamos explicá-la.
Nem toda vitória nos torna extraordinários.
Nem toda derrota nos torna incapazes.
Precisamos aprender a celebrar sem perder o chão e a enfrentar tempestades sem decretar o fim do mundo.
Equilíbrio não é ausência de personalidade, falta de coragem ou conveniência para agradar a todos.
É a capacidade de sustentar convicções sem se tornar prisioneiro delas.
É agir com firmeza, reconhecendo que nossas escolhas produzem consequências e alcançam outras pessoas.
Também não significa permanecer sempre no meio: diante da injustiça, da violência ou da desonestidade, a omissão não representa sensatez.
Há momentos em que precisamos dizer um “não” definitivo.
A questão é fazê-lo com consciência, proporcionalidade e responsabilidade, sem transformar indignação em autorização para qualquer comportamento.
Na vida pessoal, perdemos o equilíbrio quando entregamos a uma única dimensão o comando de toda a nossa existência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.