PF indicia Daniel Vorcaro e outras 13 pessoas por fraude bilionária
Foto: divulgação A Polícia Federal (PF) indiciou 15 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude bilionária nas negociações de carteiras de crédito entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
O relatório parcial, com mais de 700 páginas, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (28) e aponta irregularidades em operações que envolveram R$ 12,2 bilhões em créditos considerados fictícios.
Entre os indiciados estão Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
Segundo a investigação, os três integravam o núcleo estratégico do esquema.
Os três estão presos, conforme as informações divulgadas sobre o caso.
No documento, os delegados também solicitaram mais 60 dias para dar continuidade às investigações, concluir perícias e apresentar um relatório complementar.
O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
De acordo com a PF, Vorcaro e Costa teriam atuado no núcleo estratégico da organização criminosa que buscou viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB, entre 2024 e 2025.
Segundo o relatório, Vorcaro centralizava decisões sobre a produção, aquisição e cessão das carteiras de crédito utilizadas para captar recursos.
A investigação também aponta que ele dirigia a atuação de outros integrantes ligados ao Master e a empresas associadas às operações.
Operação Compliance Zero O caso é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades nos negócios envolvendo as duas instituições financeiras.
O BRB, controlado majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal, enfrenta uma crise relacionada a perdas bilionárias em operações com o Banco Master, que teve as atividades encerradas após a liquidação.
O banco público tentou comprar a instituição privada e, segundo as informações divulgadas sobre o caso, chegou a injetar R$ 16,7 bilhões em operações relacionadas ao Master.
A aquisição foi barrada pelo Banco Central, e o BRB identificou posteriormente carteiras de crédito consideradas fraudulentas e sem lastro.
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