Flávio Bolsonaro se autodeclara ‘presidente’, fala em fraude, nega fuga e diz se inspirar em Guaidó e Corina
Flávio Bolsonaro (Foto: Vittor Sales) O senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo colocado na eleição presidencial, divulgou sua primeira declaração após chegar aos Estados Unidos e se autodeclarou “o verdadeiro presidente do Brasil”.
No texto, ele acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vencer uma suposta fraude eleitoral, mas não apresentou provas que sustentem as alegações.
Em sua “carta à nação brasileira”, Flávio também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pelo apoio.
Além disso, afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir do território norte-americano.
“Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito”, declarou o senador, que também classificou o governo brasileiro como um “regime de exceção”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Na declaração, Flávio afirmou que houve uma “fraude eleitoral” no segundo turno e questionou a atuação da Justiça brasileira.
Entre as alegações, disse que Lula recebeu mais de 10 milhões de votos adicionais em relação ao primeiro turno e contestou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação das 17h para as 19h de domingo (25).
O senador, porém, não apresentou documentos, dados ou evidências que comprovem a suposta fraude.
Ele também acusou a chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) de abuso de poder político e econômico e defendeu a cassação dos mandatos.
Além disso, Flávio afirmou que a Justiça brasileira estaria sendo usada para perseguir adversários políticos.
Ele mencionou medidas judiciais que, segundo sua versão, fariam parte de um roteiro para silenciá-lo, incluindo apreensão de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica e prisão.
Flávio diz que não fugiu do Brasil Ao justificar a ida aos Estados Unidos, o senador afirmou que decidiu levar a família para o País por considerar que não teria segurança jurídica no Brasil.
“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, declarou.
Em seguida, disse que pretende continuar atuando politicamente do exterior, pois, segundo ele, não poderia exercer a liderança da oposição caso fosse preso ou censurado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.