De Niemeyer à Casa Sahib, arquiteto redescobre 3 cantos de Corumbá
Quem anda pelas ruas de Corumbá talvez passe por eles sem imaginar o que está diante dos olhos.
Uma escola ligada a Oscar Niemeyer, o prédio que ensaiou a primeira verticalização da cidade e uma casa que rompeu com a arquitetura de sua época são alguns dos endereços que ajudam a contar uma Corumbá que vai muito além dos casarões antigos.
Foi olhando justamente para esses prédios que o arquiteto e urbanista corumbaense Bosco Delvizio começou a redescobrir a própria cidade.
Parte desse olhar agora está no livro "Ladeira do Porto Acima...
Arquitetura moderna e memória de Corumbá", que será lançado nesta sexta-feira (28), no Museu Casa do Dr.
Gabi.
Para a reportagem do Lado B, o autor apresenta três espaços históricos de Corumbá, em um convite para quem nunca esteve na cidade, para quem já passou por lá e também para os próprios corumbaenses redescobrirem a arquitetura e a memória que fazem parte da identidade do município.
Curiosidades sobre arquitetura de Corumbá - Para Bosco Delvizio, Corumbá é reconhecida por abrigar, em seu ambiente urbano, um conjunto arquitetônico predominantemente relacionado às expressões da arquitetura neoclássica e eclética, características do final do século XIX.
Essas construções ajudam a contar não apenas a história da cidade, mas também as transformações pelas quais Corumbá passou ao longo do tempo.
Escola Estadual Maria Leite de Barros - É apresentada por Bosco Delvizio como um dos exemplos da arquitetura moderna que merece atenção em Corumbá.
O projeto, associado ao arquiteto Oscar Niemeyer, chama a atenção pela volumetria marcante e pelo uso de elementos que, além de contribuírem para a estética do edifício, foram pensados para seu funcionamento e adaptação ao clima.
“A Escola trabalha com uma volumetria de muita expressão.
Inclusive para o próprio funcionamento do edifício, são coberturas curvas, protetores solares e elementos vazados, que são todos elementos utilizados na arquitetura moderna”.
O Edifício I.O.S.A - é apontado por Bosco Delvizio como um marco na história da arquitetura de Corumbá por representar a primeira experiência de verticalização da cidade.
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