Casagrande: Neymar é líder sem liderança, e Santos não tem transparência
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Santos tem um ambiente de falta de transparência e trata Neymar como líder sem que ele exerça liderança nos momentos decisivos, avaliou Walter Casagrande no UOL News Esporte , do Canal UOL.
Casagrande comentou a derrota do Peixe por 3 a 0 para o Palmeiras, na grama sintética do Nubank Parque, no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil, em um jogo em que Neymar foi relacionado, mas não viajou com o elenco e não ficou nem no banco. Casagrande questionou a condução do caso e a ausência do jogador.
Primeiro assim, ele não joga fora de casa. Não é só sintético o problema. O problema não é só sintético. Ele não joga fora de casa, gente. Cara, no Santos não tem transparência. Não tem. Não tem nenhuma transparência. Toda essa discussão aí de, 'não, foi a comissão técnica, eu tava 100%, eu queria jogar, a comissão técnica que decidiu', aí o Alexandre Matos vai e fala, 'foi nós que decidimos, foi tudo depois do jogo'. Foi tudo depois do jogo, né? Walter Casagrande
Após o revés, Neymar negou que a ausência se deu pelo pisto sintético do estádio e disse que estava "à disposição" do técnico Cuca .
Arnaldo Ribeiro analisou que o ponto mais sensível não é apenas Neymar ter ficado fora do jogo, mas não ter acompanhado o grupo. Para ele, isso "desarma qualquer argumento" usado pelo clube para justificar a decisão.
Ele não estar presente é o que me pega. Ele não estar no banco, ele não estar junto, ele não viajar junto. Isso, para mim, é incompatível e desarma qualquer argumento. (...) Ele não está machucado. Então ele podia estar... Ele foi relacionado, além de tudo. O estar relacionado para o jogo é um despiste. Arnaldo Ribeiro
Casagrande disse que Neymar só jogou em São Januário, contra o Vasco, pelo Brasileirão, por se tratar de um confronto direto e questionou a liderança do jogador no clube. Para Casão, o Santos não consegue sustentar uma versão única quando se trata do camisa 10.
Se ele não vai para São Januário, o mundo ia cair em cima dele, porque aí seria um grande absurdo o cara, o considerado líder do time, que não tem liderança nenhuma, mas é considerado líder, o cara que é o capitão do time (...). Então ele teve que ir. Walter Casagrande
Júlio Gomes também apontou o "absurdo" na forma como o Santos lida com o tema e disse que a sensação é de que as decisões passam pelo próprio jogador e seu entorno, não por um comando claro da direção do clube ou da comissão técnica.
O grande absurdo da situação é que no seu clube não há quem mande, não há liderança. Não se sabe quem é que manda no Santos, quem é que toma as decisões, quem é que decide se o Neymar joga ou se não joga. Porque a impressão que a gente tem é que quem decide é o Neymar. Júlio Gomes
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