Hapvida: HAPV3 cai até 30% com 2T marcado por margens pressionadas e judicialização
A Hapvida ( HAPV3 ) divulgou um resultado considerado fraco por analistas no segundo trimestre de 2026, marcado por compressão de margens, piora da sinistralidade, aumento das despesas ligadas à judicialização e forte consumo de caixa.
Embora a companhia tenha apresentado uma nova iniciativa para revisar contratos considerados deficitários, bancos apontam que os potenciais benefícios devem demorar a aparecer e ainda carregam riscos relevantes de execução.
Com isso, às 10h17 (horário de Brasília) desta quinta-feira (13), as ações abriram em queda de 17,22%, a R$ 7,93.
Após chegarem a amenizar na primeira hora do pregão, na mínima do dia os papéis desabaram 30,38%, a R$ 6,67.
Já às 13h54 (horário de Brasília), HAPV3 tinha perdas de 28,18%, a R$ 6,88.
O Bradesco BBI classificou o trimestre como negativo após a companhia reportar Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) 18% abaixo de suas estimativas.
A margem Ebitda recuou 3,9 pontos percentuais na comparação trimestral, para 6,2%, refletindo o aumento da sinistralidade caixa, maiores despesas comerciais e um avanço das provisões para contingências e multas.
A geração de caixa também decepcionou, com um impacto negativo de R$ 235 milhões em relação às projeções dos analistas.
Na mesma linha, o Morgan Stanley avaliou que os números vieram “materialmente piores” do que o esperado.
A receita líquida de R$ 8 bilhões ficou cerca de 1% abaixo das projeções, enquanto o Ebitda ajustado de R$ 504 milhões caiu 28% na comparação anual e ficou entre 16% e 19% abaixo das estimativas do mercado.
A margem Ebitda encolheu para 6,3%, recuo de 2,8 pontos percentuais em um ano.
Já o lucro líquido ajustado foi de apenas R$ 13 milhões, quase 90% abaixo da expectativa da instituição.
Judicialização segue como principal dor de cabeça O principal fator de preocupação destacado pelos analistas foi a escalada das despesas relacionadas a processos judiciais.
Conforme apontou o Morgan Stanley, as provisões cíveis brutas atingiram R$ 324 milhões, alta de 97% em relação ao mesmo período do ano passado e de 29% frente ao trimestre anterior.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.