Plano de Lula propõe políticas voltadas à migração, terras raras, proteção dos indígenas e das fronteiras
(O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia do Dia do Soldado, no Setor Militar Urbano, em Brasília - 25.08.2026 (Foto: Ricardo Stuckert) Com 84 páginas, o plano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato a reeleição em 2026, para um novo mandato, prevê medidas que podem ter impacto direto em Roraima, principalmente nas áreas de migração, proteção de terras indígenas, combate ao garimpo ilegal, segurança de fronteira e desenvolvimento da Amazônia.
Embora o documento não apresente um capítulo específico para Roraima nem cite nominalmente países fronteiriços como Venezuela ou a Guiana, propostas nacionais dialogam diretamente com desafios enfrentados pelo Estado, que concentra a principal porta de entrada terrestre de migrantes venezuelanos e possui duas fronteiras internacionais.
No plano, Lula cita Roraima nominalmente uma única vez ao destacar a conclusão da obra do Linhão de Tucuruí, integrou o Estado ao Sistema Interligado Nacional, “eliminando uma vulnerabilidade histórica do abastecimento elétrico da região”.
Migração e fronteiras Na área migratória, Lula promete consolidar uma “política migratória humanista e estratégica”, com acolhimento de migrantes e refugiados, combate à xenofobia e ampliação do acesso a direitos e serviços públicos.
A proposta ganha relevância em Roraima, onde a Operação Acolhida segue atuando na recepção, identificação, acolhimento e interiorização de venezuelanos.
Em agosto, o governo federal voltou a acompanhar presencialmente as estruturas instaladas em Boa Vista e Pacaraima.
Ademais, o Estado vive um recente crescimento da migração cubana, que chega ao Brasil pelo município de Bonfim.
Na segurança, o plano também prevê maior presença do Estado nas regiões fronteiriças, além de cooperação com países vizinhos.
A intenção é tratar essas áreas como espaços de “integração e desenvolvimento”, e não apenas como zonas de vigilância.
Para Roraima, isso envolve principalmente as regiões de Pacaraima e Bonfim, nas fronteiras com Venezuela e Guiana, onde também existem ocorrências relacionadas à migração irregular.
Terras indígenas e garimpo Outro ponto de forte impacto no estado é a política para os povos indígenas.
O programa promete continuar as demarcações e as ações de desintrusão, além de ampliar políticas de educação e saúde indígena.
O documento cita ainda os resultados das ações realizadas na Terra Yanomami e afirma que o garimpo ilegal na área foi reduzido em 99%.
Para o próximo mandato, a proposta é manter o combate à atividade e a proteção dos territórios.
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