Novos focos de moko da bananeira são identificados em Feijó
Com o objetivo de inspecionar áreas de cultivo de banana, identificar novos focos do Moko da bananeira e delimitar as áreas afetadas pela doença, o governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), mantém ações de vigilância fitossanitária em todo o estado.
Desde abril de 2026, quando foi confirmado o primeiro foco da doença em Feijó, o Idaf vem intensificando as ações de vigilância fitossanitária nas comunidades produtoras.
Em outubro, as atividades foram realizadas em comunidades ribeirinhas do rio Envira, contemplando os seringais Benfica, Cumaru, Nova Sorte e Fortaleza.
As inspeções, associadas à coleta de material vegetal para análise laboratorial, resultaram na identificação de outras quatro propriedades afetadas pelo moko da bananeira.
Com isso, Feijó passa a contabilizar cinco focos da doença, o que reforça a necessidade de ampliar o monitoramento e intensificar as medidas de contenção na região.
Nesta etapa, as equipes deram continuidade à prospecção fitossanitária em propriedades localizadas em um raio de até cinco quilômetros dos locias onde foram identificados os focos da doença.
O trabalho busca detectar precocemente novas ocorrências, delimitar a área de ocorrência da doença e orientar os agricultores sobre as medidas necessárias para impedir sua disseminação, especialmente em áreas onde ainda não há registros da bactéria.
Foto: cedida “As comunidades situadas às margens do rio Envira concentram importantes áreas de produção de banana, que contribuem para o abastecimento de Feijó.
Por isso, as ações de defesa sanitária vegetal são fundamentais para preservar a atividade produtiva, reduzir os riscos de perdas econômicas e proteger a renda das famílias que dependem dessa atividade”, explica a coordenadora do Programa de Sanidade da Bananicultura, Malena Lima.
O Idaf alerta que a disseminação da doença ocorre principalmente pelo transporte de mudas infectadas, pelo uso de ferramentas contaminadas e pelo contato entre raízes.
Insetos que visitam as inflorescências também podem contribuir para a propagação da bactéria.
“Recomendamos a utilização de mudas comprovadamente sadias, a desinfecção de ferramentas agrícolas e a restrição do transporte de material vegetal proveniente de áreas contaminadas.
Também é fundamental comunicar imediatamente ao órgão de defesa agropecuária qualquer suspeita da doença, para que as medidas necessárias sejam adotadas”, orienta Malena Lima.
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