Peixe fantasma com cabeça e olhos transparentes como tubos é filmado no fundo do mar em registro raríssimo
O registro permite observar o peixe exatamente como ele vive no ambiente natural, sem os danos provocados pela captura.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O “ peixe fantasma ” com cabeça transparente e olhos em formato de tubos acaba de protagonizar um registro impressionante nas profundezas do Atlântico.
Pesquisadores conseguiram filmar pela primeira vez um exemplar vivo da espécie Winteria telescopa em seu ambiente natural, a cerca de 710 metros de profundidade.
A descoberta aconteceu durante uma expedição que ainda revelou outras criaturas raríssimas.
Uma equipe internacional passou 35 dias explorando uma região do Atlântico situada a aproximadamente 1.300 quilômetros da costa brasileira . O objetivo inicial era investigar áreas específicas do fundo oceânico, usando sonar e um robô submarino controlado remotamente.
Foi durante as filmagens que o animal apareceu inesperadamente diante da câmera. O encontro ocorreu a 710 metros de profundidade e representa o primeiro registro em vídeo dessa espécie viva em seu habitat natural.
Un pez binocular (Winteria telescopa), habitante de los océanos Atlántico, Indico y Pacífico, filmado a 710m de profundidad 📹SchmidtOceanInstitute pic.twitter.com/QBQuACM15C
O chamado peixe-fantasma, também conhecido como peixe-de-olhos-tubulares, possui uma característica que parece saída de um filme de ficção científica: uma cúpula transparente e cheia de líquido cobre seus olhos .
Essa estrutura permite que o animal aproveite até mesmo pequenas quantidades de luz disponíveis nas profundezas.
O problema é que ela é extremamente delicada e pode desabar quando o peixe é retirado do mar com uma rede, alterando sua aparência. Por isso, filmá-lo diretamente no ambiente natural tem enorme valor científico.
Confira o registro do Peixe Fantasma no vídeo abaixo do canal “ Simon’s Sea Monsters “.
O peixe-fantasma não foi a única surpresa encontrada durante a exploração. As câmeras também registraram criaturas extremamente raras nas regiões mais profundas do oceano.
Esses registros mostram como grandes áreas do oceano profundo ainda permanecem pouco conhecidas, mesmo com o avanço das tecnologias de exploração submarina.
O registro permite observar o peixe exatamente como ele vive no ambiente natural, sem os danos provocados pela captura. Isso ajuda os cientistas a compreender melhor sua anatomia, comportamento e adaptação à escuridão extrema das profundezas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.