Prepare-se para a nova arena esférica bilionária que levará a tecnologia de Las Vegas para outro continente
Projeto de US$ 1,7 bilhão em Yas Island levará telas gigantes, áudio direcional e experiências imersivas para fora dos Estados Unidos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Depois de transformar o horizonte de Las Vegas em uma gigantesca tela digital, a tecnologia da Sphere ganhou um novo destino. A Sphere Abu Dhabi será construída em Yas Island, nos Emirados Árabes Unidos, com investimento estimado em US$ 1,7 bilhão e previsão de conclusão até o fim de 2029. A promessa é repetir em outro continente a combinação de imagens monumentais, som direcionado e experiências capazes de simular até viagens pelo espaço.
Em maio de 2026, a Sphere Entertainment confirmou Yas Island como endereço da primeira Sphere fora dos Estados Unidos. O terreno escolhido fica entre o Yas Mall e o SeaWorld Abu Dhabi, dentro de uma região que já concentra parques temáticos, hotéis e grandes atrações de entretenimento.
A fase de construção foi estimada em US$ 1,7 bilhão , portanto chamar o empreendimento apenas de uma “cópia da Sphere de Las Vegas” reduz demais o projeto. A nova arena deverá adaptar a mesma plataforma tecnológica a outro mercado e tem conclusão prevista para o fim de 2029.
A referência técnica é a Exosphere de Las Vegas, uma superfície externa formada por iluminação LED programável que transforma todo o edifício em mídia digital. O resultado permite criar olhos gigantes, planetas, animações abstratas e imagens que parecem modificar completamente a forma da construção.
Este vídeo do The B1M explica a engenharia da Sphere original de Las Vegas, incluindo estrutura, telas e infraestrutura tecnológica. A construção de Abu Dhabi seguirá a mesma família de conceitos, por isso o projeto americano ajuda a entender o que será levado para Yas Island.
O desafio não termina na fachada. Dentro da Sphere de Las Vegas existe uma superfície de mídia de aproximadamente 160 mil pés quadrados, criada para preencher grande parte do campo de visão dos espectadores. Em versões futuras, o conceito continua baseado em telas de resolução extremamente alta envolvendo a plateia.
Isso significa produzir conteúdo especificamente para uma arquitetura curva. Uma cena espacial, por exemplo, precisa considerar posição do público, perspectiva, resolução e distorções provocadas pela superfície. Não é simplesmente projetar um filme comum numa parede redonda, mas renderizar imagens para um ambiente audiovisual completo.
Outro recurso incomum é o Sphere Immersive Sound. Em Las Vegas, a estrutura possui dezenas de milhares de módulos acústicos e cerca de 168 mil drivers instalados atrás da superfície visual, utilizando técnicas de síntese de campo de ondas para controlar a propagação do áudio.
Na prática, o sistema consegue direcionar conteúdos sonoros para diferentes regiões da plateia com muito mais precisão do que caixas tradicionais. A Sphere explica sua tecnologia imersiva usando princípios matemáticos de propagação de ondas, inclusive para criar ambientes sonoros tridimensionais e entregar experiências diferentes conforme a posição do espectador.
Visualmente, sim.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.