Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura e nomes do cinema nacional assinam carta aberta sobre as eleições 2026
Membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pelo Oscar, assinaram uma carta aberta pedindo atenção internacional ao segundo turno das eleições presidenciais brasileiras.
Entre os signatários estão Wagner Moura, Kleber Mendonça Filho, Sônia Braga, Fernando Meirelles, Petra Costa e Rodrigo Teixeira, produtor de “Ainda Estou Aqui”.
Divulgada pela Variety , a carta manifesta preocupação com os rumos políticos do país e cita declarações de Flávio Bolsonaro sobre a intenção de reescrever a Constituição de 1988, além de denúncias de possível interferência dos Estados Unidos no cenário político brasileiro.
O documento também alerta para os riscos de retrocessos democráticos e destaca a importância de proteger a liberdade de expressão e garantir a continuidade do desenvolvimento da indústria audiovisual nacional.
Entre os outros nomes do cinema brasileiro que assinam a carta estão Alice Braga, Anna Muylaert, Gabriel Mascaro e Karim Aïnouz.
Leia abaixo a carta completa: Nós, profissionais brasileiros do cinema e membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, desejamos expressar nossa preocupação com o atual clima político no Brasil e pedir atenção internacional rigorosa para o segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro.
A diferença entre os dois candidatos no primeiro turno foi de apenas 1,87 ponto percentual.
O Brasil é, portanto, um país profundamente dividido.
No entanto, testemunhamos sinais preocupantes de desrespeito às normas democráticas, incluindo alegações de possível interferência estrangeira no Brasil que exigem investigação transparente e escrutínio internacional.
O jornal The Guardian noticiou que o governo dos Estados Unidos destinou cerca de US$ 1 milhão, provenientes de um fundo de direitos humanos do Departamento de Estado, a um programa chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”.
Paralelamente, observadores da mídia levantaram preocupações sobre possíveis distorções no alcance de conteúdo político nas plataformas da Meta e pediram uma investigação.
Entre os casos citados estão as contas no Instagram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teriam sofrido quedas de alcance, dificuldades de acesso e visibilidade nos resultados de busca, além da impossibilidade de promover postagens por meio de publicidade paga.
Outro caso envolve um site sediado nos EUA que promovia a compra de anúncios em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro em troca de tokens de criptomoedas, sob a promessa de ajudar crianças carentes em Uganda.
A Polícia Federal brasileira também investiga suspeitas de pagamentos em dinheiro a eleitores em áreas rurais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.papelpop.com — o conteúdo pertence a PapelPop.