Movida (MOVI3) despenca mesmo após prévia acima das expectativas
A Movida divulgou hoje a prévia operacional, que prevê um lucro de R$ 152,1 milhões no terceiro trimestre, alta de 117% na comparação anual e o seu maior resultado trimestral nos últimos quatro anos.
O número supera a meta de lucro estabelecida entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões para o período.
Apesar disso, o papel reage negativamente: por volta das 11h20, as ações tombavam 8,45%, cotadas a R$ 17,34.
Além disso, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) deve ser de R$ 1,8 bilhão, alta de 21% no ano, enquanto a receita bruta deve ficar em R$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 3,5%, segundo a Movida.
Para o Citibank, a expansão da frota feita pela companhia no início do trimestre a permitiu capturar a demanda aquecida durante a alta temporada de inverno.
O banco tem recomendação de compra para a empresa, com preço-alvo em R$ 13,40.
Além disso, os analistas do banco notam que ganhos de eficiência operacional sustentaram um faturamento e margens mais robustos do que o antecipado na principal divisão de locação de veículos.
Apesar da dinâmica operacional favorável no aluguel, a decisão estratégica de estender a vida útil dos automóveis manteve as receitas da divisão de seminovos pressionadas, afirma o banco.
Já as margens de revenda e os níveis de depreciação vieram amplamente em linha com as projeções para o trimestre, indicando estabilidade na execução da diretriz atual da diretoria.
O menor volume de vendas e o mix de veículos podem estar beneficiando temporariamente as condições de revenda da Movida, o que sinaliza riscos para o valor residual dos ativos em um cenário normalizado.
Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
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