As perspectivas do BTG para o 3º tri da Petrobras (PETR4; PETR3)
A Petrobras deve apresentar resultados fortes referentes ao terceiro trimestre deste ano, apoiados em produção e margens elevadas, é o que projeta o BTG Pactual.
A equipe de análise do banco preparou uma prévia dos resultados das companhias do setor de petróleo e gás.
Em relatório, os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha observam que o excedente da estatal avançou 4% em relação ao segundo trimestre, para 2,83 milhões de barris de óleo por dia, ao passo que as margens de refino se mantiveram fortes.
“Os valores a receber do governo referentes às subvenções vêm sendo pagos.
Estimamos que a Petrobras tenha acumulado US$ 3,3 bilhões em créditos a receber do governo durante o terceiro trimestre e recebido US$ 2,2 bilhões, resultando em um consumo mais moderado de capital de giro no período”, notam.
Diante disso, a expectativa do banco é que o fluxo de caixa e o retorno aos acionistas da Petrobras se mantenham “robustos”.
A Prio, por sua vez, deve apresentar números estáveis na comparação trimestral, uma vez que o declínio de cerca de 7% do preço do petróleo tipo Brent deve ser compensado pela alta de aproximadamente 11% na produção.
Já a Brava Energia deve mostrar uma melhora sequencial, impulsionada pela captura de preços mais favoráveis, dada a menor proteção de “hedge” no período.
Isso deve compensar a produção praticamente estável e uma ligeira redução nos volumes comercializados, diz o BTG Pactual.
Separadamente, o banco observa que a Petrobras foi um dos principais destaques do setor de petróleo na última semana, beneficiada pela alta dos preços da commodity e pelo cenário eleitoral brasileiro.
As ações da estatal acumulam valorização de cerca de 17%, em dólares, desde o primeiro turno das eleições, impulsionadas principalmente pela redução da percepção de risco político, segundo banco.
Na avaliação dos analistas, a companhia ainda oferece potencial de valorização atrativo, considerando o petróleo entre US$ 70 e US$ 80 por barril, com rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista de 11% a 14% e retorno em dividendos de 8% a 10% em 2027.
Entre as produtoras independentes, Brava, PetroRecôncavo e Prio devem continuar apresentando forte geração de caixa, mas suas ações tendem a acompanhar mais de perto as oscilações do petróleo do que os desdobramentos políticos brasileiros, observa o BTG Pactual.
Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
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