RJ: Paciente ateia fogo em homem que se recuperava de cirurgia em hospital
Um homem que se recuperava de uma cirurgia no pé sofreu queimaduras após ser atacado com fogo por outro paciente no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Pedro Henrique da Silva contou que acordou com chamas no pescoço enquanto estava internado na enfermaria. Em entrevista ao SBT Rio, ele disse que havia recebido medicação para dormir após sentir dores. Segundo a emissora, o ataque ocorreu no início da madrugada de domingo (18).
Outro paciente teria usado um desodorante aerossol e um isqueiro para provocar o fogo. Conforme a reportagem, testemunhas relataram que o homem foi ao banheiro buscar um produto inflamável antes de atacar Pedro.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um homem ateia fogo na cama do paciente. Nas imagens exibidas pelo SBT, as chamas aumentam enquanto outras pessoas tentam socorrer a vítima. Um dos pacientes usa um lençol para apagar o fogo.
Pedro disse que chegou a pensar que morreria durante o ataque. "Pensei que ia morrer naquele dia ali. Pode ter certeza, sensação horrível", afirmou à emissora.
Ele havia sido operado após se machucar enquanto brincava com o filho mais novo em casa. Segundo o SBT, Pedro tropeçou e fraturou o pé. Após a cirurgia, foi levado para uma enfermaria onde o outro paciente já estava.
A vítima afirmou que não conhecia o homem e que não houve briga antes do ataque. Pedro disse não compreender o motivo da agressão. "E ainda mais sem entender nada, sem motivo nenhum, porque não teve briga, não teve discussão com ele", declarou.
Pedro sofreu queimaduras de segundo grau. Na entrevista, ele apareceu com um curativo no pescoço e relatou preocupação com a recuperação e com o sustento dos dois filhos.
O suspeito foi levado à delegacia e depois retornou ao hospital, de acordo com o relato de Pedro à emissora. A vítima compareceu à delegacia na manhã de hoje para prestar depoimento.
Pedro cobrou justiça e criticou a segurança da unidade. Ele afirmou que o ataque poderia ter atingido outras pessoas internadas ou profissionais do hospital.
O caso é investigado pela 16ª DP (Barra da Tijuca). Ao UOL , a Polícia Civil informou que iniciou a apuração para verificar a gravidade das lesões, embora a vítima inicialmente tenha dito que não desejava representar criminalmente contra o autor.
Pedro voltou à delegacia hoje e manifestou o desejo de representar contra o agressor. Segundo a corporação, as diligências continuam para esclarecer as circunstâncias do ataque.
O UOL também procurou a SMS (Secretaria Municipal de Saúde), responsável pelo hospital, e a PM (Polícia Militar), mas ainda não recebeu resposta. Foram solicitados esclarecimentos sobre os ferimentos, a atuação no atendimento à ocorrência e as medidas de segurança da unidade. O texto será atualizado quando houver retorno.
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