PF investiga se imóveis usados por Cláudio Castro foram vantagem indevida em troca de contratos de R$ 350 milhões
Cláudio Castro é alvo da 2ª fase da Operação Sem Refino, que apura fraudes na Refit A Polícia Federal investiga se imóveis usados pelo ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) foram concedidos como vantagens indevidas em troca de benefícios em contratos com o governo do estado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Um dos imóveis, uma casa de luxo em Petrópolis, na Região Serrana, está registrado em nome de uma mulher que é sócia do empresário Luiz Fernando Gomes, dono da Engeprat Engenharia e Serviços, empresa que manteve contratos com o governo estadual que ultrapassam R$ 350 milhões.
Segundo a investigação, cerca de R$ 50 milhões desse total foram contratados sem licitação.
A PF apura se a relação entre os imóveis, o empresário e os contratos públicos indica um possível esquema de favorecimento.
Condomínio Locanda, em Petrópolis - endereço ligado a Claudio Castro Rogério de Paula A casa de Petrópolis foi alvo de busca nesta sexta-feira (14), na segunda fase da Operação Sem Refino.
O imóvel fica em um condomínio residencial de alto padrão na região da Fazenda Inglesa, com cerca de 20 casas.
Os imóveis do local são avaliados em mais de R$ 2 milhões.
A investigação também alcança a cobertura onde Castro mora com a família, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
O aluguel do imóvel também é analisado pelos investigadores.
A PF apura se a utilização do apartamento estaria relacionada a pagamentos ou benefícios concedidos à empresa de José Mauro de Farias Júnior, ex-policial federal e ex-secretário estadual de Transformação Digital, ligada à propriedade.
Castro frequentava casa de luxo De acordo com a investigação da PF, Castro frequentava a casa de Petrópolis, inclusive nos fins de semana.
Os investigadores também apuram a participação do ex-governador em reformas realizadas no imóvel.
Segundo a PF, Castro teria acompanhado intervenções na propriedade, entre elas a instalação de uma adega.
Ex-governador Claudio Castro Tânia Rêgo/ Agência Brasil O imóvel está registrado em nome de uma mulher que é sócia de Luiz Fernando Gomes.
A Engeprat, empresa do empresário, manteve contratos com o governo do estado que somam mais de R$ 350 milhões.
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