Empoderadas contesta auditoria do governo e diz que plano passou por órgãos de controle; 14 servidores são exonerados
Funcionárias do Empoderadas protestam contra atraso nos pagamentos no RJ O Programa Empoderadas contestou os apontamentos de uma auditoria do Governo do Rio de Janeiro que identificou cerca de R$ 4,5 milhões em irregularidades na execução do programa.
Em resposta, a equipe afirma que o Plano de Trabalho de 2025 passou por diferentes setores técnicos, administrativos, financeiros e jurídicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do próprio governo antes da execução dos recursos.
Nesta sexta-feira (14), 14 servidores ligados à estrutura do programa foram exonerados pelo governo.
Entre os exonerados está Érica Paes, responsável pelo Empoderadas (veja nota do governo mais abaixo) O programa também informou que vai acionar o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para pedir o acompanhamento da suspensão das atividades e dos impactos da interrupção dos serviços de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
Empoderadas Reprodução A auditoria foi divulgada pelo governo na quinta-feira (13).
Entre os apontamentos estão pagamentos considerados indevidos e despesas que, segundo o Estado, não teriam relação com a execução do programa.
O Empoderadas afirma que pretende apresentar ao Ministério Público documentos, relatórios, fotos e registros das atividades realizadas nos polos para que os questionamentos levantados pelo governo e os esclarecimentos da equipe sejam analisados.
Programa contesta pontos da auditoria Um dos pontos contestados pelo Empoderadas é a divergência no número de polos apresentada pelo governo.
Segundo o programa, a diferença teria ocorrido porque o site oficial não foi atualizado durante as mudanças de secretarias pelas quais o projeto passou.
A equipe afirma que perdeu o acesso necessário para fazer as alterações e que ainda tenta recuperar o domínio.
O programa também questiona os apontamentos relacionados aos pagamentos feitos a servidores.
Segundo a equipe, os profissionais citados na auditoria pertencem à Uerj e à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e receberam valores por também atuarem na estrutura do Empoderadas.
O programa afirma que esses pagamentos não correspondem aos valores devidos a mais de 200 profissionais que trabalharam nos polos e que, segundo a equipe, estão sem receber pelos serviços prestados.
Sobre as despesas consideradas pelo governo como relacionadas a estruturas administrativas da Uerj, o Empoderadas afirma que os gastos estavam previstos no Plano de Trabalho e eram destinados a atividades de custeio, investimento, fiscalização e administração da universidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.