Nunes Marques pede à PF inquérito sobre mudança de filiação de Flávio
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), ministro Nunes Marques , pediu nesta quinta-feira (13/8) que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar a alteração da filiação partidária do senador Flávio Bolsonaro .
O ministro também desconsiderou o vínculo do candidato à Presidência com o Missão e determinou o restabelecimento da filiação ao PL.
Nunes Marques atendeu a um pedido da defesa de Flávio e determinou o envio dos documentos à PF para a abertura da investigação.
O objetivo é apurar as circunstâncias da alteração e identificar os responsáveis pelo registro.
A decisão também elimina o obstáculo que havia impedido o PL de registrar a candidatura de Flávio à Presidência.
O prazo para o registro termina neste sábado (15/8).
Leia também Brasil Campanha de Flávio prepara ato na Paulista no 7 de Setembro Brasil TSE descarta ataque hacker e diz que Missão filiou Flávio Brasil Flávio aparece filiado ao Missão e não consegue registrar candidatura No pedido apresentado ao TSE, a defesa afirmou que uma certidão emitida às 23h17 de quarta-feira (12/8) ainda mostrava Flávio regularmente filiado ao PL.
Na manhã desta quinta, uma nova consulta ao sistema da Justiça Eleitoral indicava que ele havia deixado a legenda e se filiado ao Missão.
Segundo os advogados, a mudança ocorreu em um intervalo de menos de 11 horas, sem autorização do senador.
A defesa pediu ao TSE que considerasse Flávio filiado ao PL desde 30 de novembro de 2021, sem interrupção, e liberasse imediatamente o sistema Candex, usado para o registro das candidaturas.
A campanha também solicitou, junto do envio do caso à PF, a preservação dos registros eletrônicos ligados à alteração, como dados de acesso, identificação de usuários, endereços IP, datas e horários.
TSE desconsiderou ataque hacker Antes da decisão de Nunes Marques, o próprio TSE descartou a possibilidade de invasão ao sistema da Justiça Eleitoral .
O tribunal informou ao Metrópoles que a filiação de Flávio ao Missão havia sido cadastrada por uma pessoa com credenciais do partido.
O registro foi feito no Filia, sistema usado pelos partidos para informar à Justiça Eleitoral a entrada e a saída de seus filiados.
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