ANP aplicou R$ 200 mi em multas por preços abusivos de combustíveis
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aplicou mais de R$ 200 milhões em multas a distribuidoras de combustíveis por aumento abusivo de preços .
Segundo a agência, alguns dos casos resultaram em elevação superior a 1.350% nas margens brutas das empresas, indicando a dimensão das variações identificadas nas investigações.
As penalidades decorrem de decisões de 1ª instância administrativa em autos de infração lavrados pelas equipes de fiscalização da ANP.
As empresas ainda podem recorrer.
Os processos envolvem condutas praticadas durante a vigência das Medidas Provisórias nº 1.340 e nº 1.349, editadas de março a abril deste ano para enfrentar problemas de abastecimento e conter a escalada dos preços dos combustíveis.
A ANP informou que continua analisando outros casos relativos ao mesmo período, envolvendo distribuidoras, revendedores de combustíveis e comerciantes de GLP (gás liquefeito de petróleo).
Operação Carga Pesada O anúncio ocorre no momento em que o governo federal intensifica o monitoramento do setor.
Nesta 4ª (23.set.2026), a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) iniciou a operação Carga Pesada para apurar possíveis aumentos abusivos nas margens de lucro de postos de combustíveis em todo o país.
A operação foi desencadeada após a ANP receber cerca de 330 relatos sobre suspeitas de altas indevidas nos preços.
Com base em informações encaminhadas pela agência reguladora, a Senacon instaurou 70 processos administrativos sancionadores contra postos de combustíveis.
Segundo a Senacon, a investigação não se concentra no preço cobrado na bomba, mas em eventuais aumentos injustificados das margens de lucro, prática que pode resultar em multas e outras sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.
Dados apresentados pelo órgão indicam preocupação principalmente com o diesel S10.
O preço médio nacional do combustível chegou a R$ 7,13 por litro em 19 de setembro, alta de 2,3% em uma semana.
As maiores variações foram registradas na Bahia, em Mato Grosso, Pernambuco, Sergipe e no Tocantins.
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