Quase 13.000 desalojados após sismo que fez 53 mortos na Indonésia
Milhares de pessoas deslocadas por um forte terramoto no leste da Indonésia aguardavam, na segunda-feira, a ajuda tão necessária, enquanto acampavam em escolas, esquadras de polícia e repartições públicas, com muitas delas a ficarem retidas no exterior.
O terramoto de magnitude 7,7, ocorrido na madrugada de sábado, causou a morte de 53 pessoas e feriu mais de 100. As equipas de socorro afirmaram que não há relatos de pessoas desaparecidas.
No entanto, o número de pessoas incapazes de regressar às suas casas tinha subido para 12.800 na manhã de segunda-feira, dispersas por várias cidades da ilha de Flores, disse Berton Suar Pelita Panjaitan, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Catástrofes (BNPB na sigla original), à agência noticiosa AFP.
Muitos habitantes da ilha de Flores dormiram ao ar livre pela segunda noite consecutiva, com receio de regressar a casa, uma vez que centenas de réplicas abalaram a região.
"As nossas casas já não estão habitáveis, porque muitas ruíram e estão cheias de fissuras, pelo que já não podemos entrar", afirmou Junaidin, residente em Mbay, à porta da sua tenda improvisada, onde dormiam cerca de 30 pessoas.
"Só voltamos a casa para ir buscar água, roupa e almofadas, e depois… passamos as noites aqui".
Muitos residentes de Flores têm memórias traumáticas de outro terramoto de magnitude 7,7 que atingiu a ilha em 1992, provocando um tsunami e causando a morte de cerca de 2 500 pessoas.
"Estamos por nossa conta aqui", disse Junaidin, que, tal como muitos indonésios, tem apenas um nome.
Expressou frustração com o que considera um atraso na chegada da ajuda, enquanto o país celebrava o Dia da Independência com pompa e cerimónia na capital, Jacarta.
"Quanto à ajuda do governo, não houve nenhuma; nem tendas, nem medicamentos, nem comida, nem água potável, nada", sublinhou.
"Por favor, abram os olhos, governo. Somos o vosso povo, fazemos parte de vocês. Por isso, por favor, cuidem de nós".
A Força Aérea da Indonésia informou que estava a transportar 13 toneladas de ajuda de emergência por via aérea em dois aviões de transporte Hercules e um Boeing.
Estava também a mobilizar helicópteros para levar suprimentos de emergência diretamente aos sobreviventes em comunidades isoladas, segundo declarações do comandante da Base Aérea de El Tari, em Kupang, citadas pela agência noticiosa estatal Antara.
A ajuda incluía alimentos, roupa, água potável e equipamento médico de emergência.
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