Dólar fecha em queda após disparada eleitoral; Bolsa opera em baixa
O dólar comercial fechou esta terça-feira (27) em queda de 0,97%, cotado a R$ 5,350, devolvendo parte da disparada registrada após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuava 0,40%, aos 175.902 pontos, na última consulta, ainda sem confirmação do fechamento definitivo.
Na segunda-feira (26), o dólar havia saltado 8,21%, enquanto o Ibovespa despencou 13,88%, na maior queda desde março de 2020. A intensidade das vendas levou ao acionamento do circuit breaker , mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando a Bolsa registra perdas acentuadas.
O sentimento ainda é de cautela e estudo e o mercado espera por novidades do governo em relação à parte econômica. Marcos Bassani, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital
Dólar recuou com realização de lucros. Na avaliação de Bassani, parte dos investidores aproveitou a forte alta de segunda-feira para vender posições na moeda americana e embolsar ganhos. O movimento, porém, não significa que as preocupações com as contas públicas tenham diminuído.
Juros futuros também devolveram parte da disparada anterior. Às 16h50, a taxa do contrato para janeiro de 2027 estava em 13,671% ao ano, enquanto a de janeiro de 2029 marcava 14,770% e a de janeiro de 2031, 14,910%. Os valores ainda eram parciais.
Taxas continuam elevadas, apesar do recuo. Bassani classificou o movimento como uma acomodação após a forte alta da véspera. Segundo ele, os juros futuros permanecem pressionados pelas incertezas sobre a política fiscal e dependerão das próximas sinalizações do governo.
Tenda e Magazine Luiza se recuperaram de parte das perdas. Na última consulta, ainda parcial, as ações da Tenda avançavam 9,10%, enquanto as do Magazine Luiza subiam 8,11%. TIM também aparecia entre as maiores altas, com ganho de 5,25%, seguida por Hapvida, com 5,03%, e Hypera, com 4,77%.
Quedas expressivas da véspera abriram espaço para compras. Segundo Bassani, a forte desvalorização de algumas empresas na segunda-feira atraiu investidores interessados em aproveitar preços mais baixos, favorecendo uma recuperação pontual das ações.
Natura e Totvs lideraram as perdas na consulta. As ações da Natura recuavam 6,77%, enquanto as da Totvs caíam 6,04%. As preferenciais da Metalúrgica Gerdau perdiam 5,03%, seguidas pelas da CSN, com baixa de 4,79%, e da MRV, com queda de 4,65%.
Vale e Petrobras também pressionaram o Ibovespa. As ações da Vale recuavam 1,96%, enquanto as preferenciais da Petrobras perdiam 1,78%, contribuindo para o desempenho negativo do índice.
Bolsas americanas fecharam em alta, puxadas pela tecnologia. O Nasdaq Composite avançou 1,18%, aos 26.477,81 pontos. O S&P 500 ganhou 0,60%, aos 7.722,61 pontos, enquanto o Dow Jones teve leve alta de 0,03%, aos 52.377,57 pontos. Segundo Nossig, empresas como Nvidia, Broadcom, Amazon e Tesla ajudaram a sustentar os ganhos em Wall Street.
Federal Reserve anuncia decisão de juros nesta quarta-feira (28). Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, afirma que a expectativa é de manutenção da taxa americana entre 3,75% e 4% ao ano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.