Marcola pode virar um novo ‘Mauro Cid’? No Planalto, muita gente está preocupada
A edição de VEJA que está nas bancas revela, em detalhes, como a lobista Roberta Luchsinger, parceira de negócios de Lulinha no esquema de tráfico de influência no governo Lula , atuava para pagar despesas pessoais de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, quando ele era o poderoso chefe de gabinete do presidente da República.
Roberta pagou fatura de cartão de crédito, consórcio, financiamento do carro de Marcola e até joias para o petista.
As operações foram justificadas por Marcola como um empréstimo solicitado num momento de dificuldade financeira.
Ainda que os gastos só tenham sido quitados depois do início das investigações da PF, a versão conflita com o perfil dos pagamentos, muitos mais próximos da atmosfera de luxo e distantes da realidade de quem passa por apuros financeiros.
Auxiliares de Lula dizem que o petista ficou profundamente decepcionado e irritado ao saber das relações de Roberta e Marcola.
Ainda assim, Lula defendeu o ex-assessor, que acabou demitido do cargo que ocupava na campanha à reeleição.
Motivo? Segundo auxiliares de Lula, Marcola tinha acesso a muitas questões pessoais de Lula enquanto operou a chefia do gabinete presidencial.
Logo… É real o receio, no entorno de Lula, de que Marcola venha a virar um “novo Mauro Cid”, caso seja abandonado.
O presidente, apesar de todas as revelações, tem defendido o ex-assessor.
Continua após a publicidade Para quem chegou atrasado na enciclopédia de escândalos nacionais, Mauro Cid era ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e tornou-se delator da trama golpista, quando sentiu-se abandonado pelo ex-presidente e seus aliados.
Cid trocou de advogados, mudou de estratégia e fechou um acordo de colaboração que fez com que ele, a mulher e o pai dele, todos enrolados nas investigações, conseguissem escapar das garras da Justiça.
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