Conheça Navanethem “Navi” Pillay, vencedora do Nobel da Paz 2026
A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, ex-comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz 2026, anunciado na manhã desta sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega.
Segundo o Comitê do Nobel, ela foi escolhida “por seus esforços para promover a paz e o direito internacional”.
Pillay, de 85 anos, atuou como juíza na Suprema Corte da África do Sul, no Tribunal Penal Internacional para Ruanda e, mais recentemente, presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado – que concluiu que Israel havia cometido genocídio na Faixa de Gaza.
Atualmente, integra a Corte Internacional de Justiça (CIJ) no processo em que Mianmar é acusado de genocídio.
Quando a jurista sul-africana recebeu a notícia do Nobel , ela estava em um evento no tribunal que há 80 anos sediou os julgamentos de Nuremberg.
Em um vídeo publicado na rede social X, enquanto colegas a aplaudiam, ela perguntou: “É verdade?”.
Uma das pessoas presentes confirmou a notícia, que já havia sido divulgada pela imprensa.
Em tom de brincadeira, Pillay disse que poderia dividir o prêmio com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se os colegas a aplaudissem por mais tempo.
A fala foi uma referência à vencedora do ano passado, a venezuelana María Corina Machado, que entregou a medalha do Nobel a Trump em janeiro, durante um encontro na Casa Branca.
Continua após a publicidade Trump, que nunca escondeu o desejo de receber o Nobel da Paz, ficou de fora mais uma vez.
Nesta semana, ele voltou a defender sua candidatura ao dizer que “impediu a destruição total do mundo”.
O plano de Trump para cortar US$ 4 bilhões da ciência americana Continua após a publicidade Conheça Navi Pillay Navi Pillay agora é a 21ª mulher a ser laureada com o Nobel da Paz – entre 144 vencedores da história da premiação.
Além de uma medalha, a jurista também receberá 12 milhões de coroas suecas, ou cerca de R$ 6 milhões.
Nascida em Durban em uma família de origem indiana, Pillay começou sua carreira jurídica nos tribunais da África do Sul na época do apartheid , em meados da década de 1960.
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