O que o diagnóstico de Paula Toller pode ensinar a todos nós
Foto: Reprodução/Instagram @paulatoller Fui a São Paulo assistir ao show de Paula Toller esperando reencontrar a trilha sonora da minha adolescência.
Encontrei as músicas, claro, todas guardadas numa parte da memória que dispensa ensaio e surpreende pela eficiência — às vezes não lembro onde deixei o celular, mas continuo sabendo letras inteiras gravadas há quarenta anos.
Só que, naquela noite, foi a mulher no palco que me prendeu.
Aos 63 anos e depois de mais de quatro décadas de carreira, Paula estava inteira e radiante.
Bonita, animada, dançando, ocupando o palco com a energia de quem não estava tentando reproduzir a juventude nem pedir desculpas por ter envelhecido.
Havia algo quase subversivo naquela presença.
A turnê, chamada Amorosa , celebra quarenta anos de carreira, mas Paula a definiu também como “um propósito de vida daqui pra frente”.
Não era apenas uma artista revisitando o passado.
Havia futuro naquele palco.
Em algum momento, vi um pequeno círculo preso ao braço dela.
De longe, parecia um adesivo.
Fiquei observando.
Quando percebi, estava mais interessada naquele círculo branco do que em algumas músicas que conheço de cor.
Ao voltar para casa, fui pesquisar e descobri que se tratava de um sensor usado para acompanhar continuamente a glicose.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.