Mais policiais, melhor estrutura? Os desafios para fortalecer as forças de segurança no ES
Foto: PMES/Reprodução A segurança pública costuma ser medida pelos índices de criminalidade, pelas prisões realizadas ou pela presença de policiais nas ruas.
Por trás desses resultados, existe uma estrutura complexa que reúne diferentes instituições com funções específicas.
Para Fabio Machado de Oliveira , professor do Mestrado e Doutorado em Segurança Pública da Universidade de Vila Velha ( UVV ), compreender as atribuições de cada instituição é essencial para entender o funcionamento do sistema.
Segundo ele, a Polícia Militar exerce o policiamento ostensivo e atua principalmente nos flagrantes.
Já a Polícia Civil é responsável pela investigação e pela apuração da autoria dos crimes.
Por outro lado, a Polícia Científica produz as provas técnicas por meio de perícias que sustentam as investigações e os processos judiciais, enquanto que a Polícia Penal tem a função de vigilância e custódia das penitenciárias.
O especialista aponta que tecnologias como reconhecimento facial e monitoramento por câmeras tendem a assumir papel cada vez mais importante no policiamento preventivo e investigativo.
Contudo, defende que as instituições trabalhem de forma integrada por meio do compartilhamento de informações e de sistemas de inteligência.
“A integração de um sistema de inteligência e informações é importante para uma coordenação mais efetiva das ações” , afirmou o professor.
Fabio Machado de Oliveira.
Foto: Acervo pessoal Apesar dos investimentos nas tecnologias, representantes das corporações destacam que a recomposição e a valorização do efetivo seguem como desafios para os próximos governantes do Estado.
O reforço nas forças de segurança pública foi o terceiro mais votado pelos leitores do Folha Vitória , na enquete realizado no portal nos meses de junho e julho deste ano, que elegeu os temas que deveriam ser prioridade do próximo governo capixaba.
Tecnologia muda a forma de investigar Nos últimos anos, a Polícia Civil passou por um amplo processo de modernização.
Segundo o delegado-geral Jordano Bruno , entre 2019 e 2025 foram investidos cerca de R$ 590 milhões na instituição, sendo aproximadamente R$ 76 milhões destinados à aquisição de tecnologias voltadas para inteligência e investigação.
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