Dia C reúne forças de segurança em Roraima para capitação sobre atendimento a vítimas de violência
O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) promoveu nesta quarta-feira (2), a programação local do Dia C de Capatiação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública.
O evento reuniu profissionais de diferentes forças de segurança para discutir formas de aprimorar o atendimento a mulheres e meninas vítimas de violência.
A iniciativa faz parte de uma mobilização nacional promovida simultaneamente nas 27 capitais e em 79 cidades do interior do país.
Durante o dia, foram realizados painéis, oficinas e estudos de caso relacionados à perspectiva de gênero, violência contra a mulher e feminicídio, atendimento sem revitimização, medidas protetivas, avaliação de risco e atuação integrada da rede de proteção.
Para a promotora de Justiça do MPRR, Lucimara ,Campaner a capacitação é importante porque os profissionais de segurança estão entre os primeiros a entrar em contato com vítimas de violência.
“Nós temos que pensar que é direito da mulher à proteção.
E se é um direito, nós temos que tomar iniciativas prontas, rápidas, para ela poder acessar a medida protetiva e até mesmo outros mecanismos de proteção”, destacou.
Segundo a promotora, o objetivo é fortalecer a atuação dos profissionais que estão diretamente envolvidos no atendimento às ocorrências.
“Nós precisamos ter uma atuação baseada na perspectiva de gênero, no acolhimento e atendimento qualificado e humanizado”, afirmou.
Ela também citou mecanismos que podem ser utilizados para ampliar a proteção das vítimas, como tornozeleiras eletrônicas e botão do pânico.
Lucimara Campaner, Promotora de Justiça. (Foto: Wenderson Cabral/FolhaBV) O vice-presidente da Associação do Ministério Público do Estado de Roraima (AMPERR), Hevrando Cerutti, destacou a importância de reunir diferentes forças de segurança em uma mesma capacitação.
Segundo ele, policiais civis e militares, além de outros profissionais que atendem ocorrências de violência doméstica, precisam estar preparados para compreender as particularidades enfrentadas pelas vítimas.
“A gente consiga obter a responsabilização e apuração devida desses casos com a melhor perspectiva de gênero possível”, explicou.
Cerutti também ressaltou que o atendimento precisa considerar as condições emocionais da vítima no momento da ocorrência.
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