O Grande Debate: É justo ou errado enviar caso Lulinha à 1ª instância?
O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto debateram, na quinta-feira (20), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre se “é justo ou errado enviar o caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, à primeira instância”.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça deve rejeitar o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para enviar as investigações sobre Lulinha à primeira instância da Justiça .
A informação foi apurada pelo analista de Política da CNN Caio Junqueira e gerou debate sobre a adequação jurídica e o momento do pedido.
O principal motivo do estranhamento de Mendonça é que foi a própria PF (Polícia Federal) que protocolou a solicitação de investigação diretamente no STF, por entender que a Corte seria a instância adequada para apurar as suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Já para o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet , não há nenhum investigado com foro por prerrogativa de função no STF que justifique a permanência do caso no tribunal.
Leia mais Oposição quer preservar provas contra Lulinha e busca assinaturas por CPMI Nunca vi tamanha desconfiança, diz especialista em STF sobre caso Lulinha PGR e Mendonça têm desconexão sobre Lulinha, diz pesquisador do STF Bortoletto questiona o momento do pedido O empresário Leonardo Bortoletto manifestou estranheza diante da movimentação da PGR .
Segundo ele, a Polícia Federal conhece a Constituição e, ao protocolar o inquérito no STF, demonstrou entender que aquela seria a instância correta.
“De repente, a Procuradoria-Geral da República entende que, opa, estamos no lugar errado”, afirmou Bortoletto, destacando que nenhum dos órgãos se manifestou durante o curso do processo e que a mudança de posição ocorreu de forma repentina nas últimas semanas.
Para Bortoletto, o cenário coloca duas hipóteses igualmente problemáticas: ou a Polícia Federal errou ao protocolar no STF, ou a PGR ficou desatenta e só percebeu o suposto equívoco tardiamente.
“Eu tenho uma estranheza muito grande do porquê desse movimento”, declarou, classificando a manifestação da PGR como “inapropriada, inadequada e inoportuna”.
Cardozo defende que a situação é corriqueira no direito Para José Eduardo Cardozo, a lei é clara: se há alguém com foro privilegiado envolvido, a investigação deve permanecer no STF; caso contrário, o processo deve ser encaminhado à instância inferior.
Cardozo argumentou que esse tipo de movimentação é absolutamente comum na dinâmica jurídica brasileira.
“Isso é cotidiano.
Aliás, no STJ é comum também”, afirmou.
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