Estudo aponta os 'mais influentes' em 21 setores econômicos; veja 5 deles
O número de seguidores sempre foi tratado como uma das principais moedas do marketing de influência —mas, ao que tudo indica, esse jogo definitivamente virou.
Há algum tempo, a lógica tem perdido força: mais do que alcançar milhões de pessoas, as marcas estão interessadas em identificar quem tem autoridade suficiente para influenciar decisões, pautar mercados e construir reputação.
Para analisar esse momento, a consultoria Deck, em parceria com a Nexus, empresas da FSB Holding, lança hoje (21) o estudo "Pulso 2026/2027".
O documento analisou mais de dois mil perfis, de 21 setores econômicos, para mapear as vozes consideradas mais influentes sob as perspectivas de influência, reputação e afinidade —veja, abaixo, os destaques em Educação, Empreendedorismo, Inteligência Artificial, Marketing e Varejo.
Um dos principais achados do estudo é que 65% dos perfis que efetivamente pautam decisões de mercado são especialistas ou referências técnicas, enquanto 42% são executivos de grandes empresas. O dado ajuda a explicar por que nomes com audiências menores podem ganhar relevância em estratégias que, até pouco tempo atrás, priorizavam quase exclusivamente alcance e volume de seguidores.
Para Pollyana Miranda, sócia e CEO da Deck, a mudança representa uma evolução do próprio mercado de influência. "A gente vê que a autoridade, relevância e poder de influenciar têm lugar fundamental nas decisões", diz.
A pesquisa também mostra o avanço da chamada "influência institucional". No lugar de utilizar creators apenas para gerar visibilidade ou conversão, as empresas começam a enxergar executivos, especialistas e outras referências setoriais como ativos capazes de trabalhar posicionamento e reputação.
Na avaliação de Pollyana, é uma mudança importante porque o Brasil já é o segundo maior mercado de influência do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. "Isso está virando jogo de adulto", afirma. O fenômeno também ajuda a explicar a presença cada vez maior de executivos nas redes sociais e em discussões públicas sobre os setores em que atuam.
Para a CEO da Deck, isso não significa que os 'creators' tradicionais estejam desaparecendo. Alguns continuam relevantes, justamente, pelo histórico de construção de conteúdo, aderência aos temas e consistência de reputação. A diferença, portanto, está menos em substituir um tipo de influenciador por outro e mais em ampliar o que as marcas entendem por influência.
Abaixo, os três primeiros nomes apresentados no levantamento para cada um dos setores destacados:
O que mudou para que autoridade e relevância passassem a valer mais do que o número de seguidores?
A primeira coisa é que o mercado está migrando dessa lógica da escala, do número de milhões, para a lógica da relevância e da autoridade. Quando a gente faz esse estudo, vê nomes com 6 mil, 20 mil, 30 mil, 200 mil seguidores e percebe que autoridade, relevância e poder de influenciar têm um lugar importante. Ainda não é uma coisa super madura, porque as pessoas às vezes continuam buscando alcance e pronto. Mas existe uma mudança acontecendo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.