Operário propõe ao Cade recompra de 10% dos direitos por R$ 2,2 mi
O Operário Ferroviário Esporte Clube protocolou no domingo (30.ago.2026) no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) uma proposta para recomprar os 10% dos seus direitos econômicos que ainda pertencem à Sports Media Entertainment S.A., investidora do arranjo da FFU (Futebol Forte União).
O clube propõe pagar R$ 2.213.747 pela participação.
Leia a íntegra (PDF – 1.504 KB).
Segundo o Operário, o clube solicitou em 24 de março informações financeiras e operacionais para avaliar as alternativas relacionadas aos direitos.
Em 26 de junho, notificou a Futebol Forte União, o Condomínio Forte União e a Sports Media sobre a decisão de recomprar os direitos e pediu o valor da recompra, acompanhado das respectivas memórias de cálculo.
É a 1ª vez que um clube do bloco coloca um preço explícito sobre a mesa para desfazer a operação A Sports Media, por sua vez, alega que a proposta do Operário não é tema concorrencial para ser tratado no Cade.
Em nota enviada ao Poder360 , a investidora afirma que “ questões dessa natureza devem seguir os mecanismos previstos nos próprios instrumentos jurídicos “.
O clube afirma que não recebeu as informações solicitadas.
Em 14 de agosto, voltou a notificar o Condomínio e o presidente do Comitê Condominial e estabeleceu prazo de 5 dias úteis para a apresentação do valor e das memórias de cálculo.
As respostas recebidas em agosto, segundo o Operário, não apresentaram o cálculo solicitado.
A CFU Administradora Ltda. afirmou que nem o Condomínio Forte União nem a administradora são partes do contrato de investimento e que a pretensão do Operário deve ser dirigida à Sports Media, que seria a contraparte da operação.
A administradora também afirmou que a Convenção do Condomínio “não prevê ou admite mecanismo de recompra” pelos clubes e que não tem competência para reconhecer, calcular ou operacionalizar uma recompra desse tipo.
O Operário, porém, sustenta que a recompra pode ser realizada individualmente.
Segundo o clube, o contrato de investimento e os anexos do termo de fechamento estabelecem preço e percentual próprios para cada clube e preveem uma opção individual de saída.
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