quinta-feira, 13 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Economia

Banco do Brasil: lucro supera projeções, mas por que mercado não se animou com 2T?

InfoMoney ·
Banco do Brasil: lucro supera projeções, mas por que mercado não se animou com 2T?

O Banco do Brasil ( BBAS3 ) apresentou na noite da última quarta-feira (12) um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026 , alta de 14% em relação ao trimestre anterior e de 3% na comparação anual.

O número superou as estimativas da maior parte do mercado, beneficiado por despesas menores com provisões jurídicas, controle de custos e receitas extraordinárias.

Contudo, para analistas de mercado, o ambiente ainda é de cautela, diante da piora dos indicadores de qualidade de crédito, especialmente em pessoas físicas, e da deterioração dos índices de capital.

XP, Itaú BBA, Bradesco BBI, Goldman Sachs, Morgan Stanley e JPMorgan avaliam que a qualidade desse resultado é questionável e os riscos para o segundo semestre seguem elevados.

A XP classificou o trimestre como claramente melhor do que o esperado, destacando que o lucro veio 15% acima de sua projeção, impulsionado por um custo de risco menor que o previsto e por despesas operacionais sob controle.

O Bradesco BBI também apontou que o resultado foi sustentado por itens não recorrentes, como maiores receitas de equivalência patrimonial e menores despesas legais.

Leia também: Banco do Brasil (BBAS3) pagará R$ 584,9 milhões em JCP complementar do 2º trimestre Para o Goldman Sachs, o lucro serviu como um alívio após as fortes preocupações do mercado, mas não eliminou os sinais de alerta.

O banco ressaltou que o retorno sobre patrimônio (ROE) de 8,3% continua significativamente abaixo do custo de capital e que as provisões seguem em patamar elevado.

O Itaú BBA classificou o desempenho como um “beat de baixa qualidade”, com a surpresa positiva no lucro sendo consequência de provisões inferiores à formação de novos créditos problemáticos e de um efeito tributário favorável, enquanto as tendências operacionais permaneceram frágeis.

Inadimplência em pessoas físicas domina preocupações O principal tema do trimestre foi a deterioração da carteira de pessoas físicas.

Os índices de inadimplência acima de 90 dias nesse segmento saltaram para 8,4%, ante 6,8% no trimestre anterior, enquanto o índice de cobertura caiu para 125,8%, de 147,9%.

O índice de inadimplência acima de 90 dias total atingiu 5,61%, de 3,96% um ano antes e 5,05% nos primeiros três meses de 2026.

Os cartões de crédito foram o principal foco de preocupação.

A XP aponta que os atrasos acima de 90 dias mais que dobraram, atingindo 14,6%, e responderam por praticamente toda a deterioração observada no trimestre.

Ler a notícia completa no InfoMoney ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

Este assunto em outros veículos

Mais de InfoMoney

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›