Com infiltração evidente, prédio com mural de Tia Eva corre risco de interdição
A Justiça determinou uma inspeção urgente no edifício que abriga o mural em homenagem a Tia Eva, na Rua 14 de Julho, no Centro de Campo Grande, diante de novos registros de infiltração e risco de queda de partes da fachada.
O Campo Grande News já havia relatado o caso aqui .
A decisão, publicada na última terça-feira (20), também estabelece prazo de 5 dias para que o Condomínio Edifício Irmãos Salomão, conhecido como Galeria São José, reforce as medidas de proteção, sob pena de eventual interdição do prédio.
A determinação é de 16 de outubro.
"Ante o exposto, defiro em parte o pedido de tutela de urgência, para o fim de determinar que o réu, no prazo de 05 (cinco) dias mantenha e, se necessário, reforce as medidas provisórias de proteção já instaladas (redes, telas, bandejas e isolamento da área sob a fachada, inclusive da calçada), adotando ainda medida emergencial de contenção dos pontos de desprendimento iminente e de infiltração aparentes, sempre sob responsabilidade técnica, sob pena de eventual interdição do prédio", diz a decisão do juiz Wilson Leite Corrêa, em substituição legal na 6ª Vara Cível de Campo Grande.
O imóvel de 13 andares enfrenta problemas de desprendimento do revestimento desde 2024.
Em fevereiro de 2025, fragmentos da fachada caíram sobre o telhado de uma clínica odontológica vizinha.
Em março deste ano, a Justiça já havia determinado reparos na estrutura, com multa diária de R$ 5 mil, limitada a 30 dias.
A nova decisão considerou uma petição apresentada pelos proprietários do imóvel vizinho em 8 de outubro, acompanhada de dois vídeos que mostram água escorrendo pela parede no local onde houve desprendimento de revestimento.
Na manifestação, os autores do processo afirmam que a situação piorou e que uma rede instalada anteriormente para conter a queda de fragmentos permaneceu no local por poucos dias, até ser deslocada pelo vento.
Eles pediram providências imediatas e, alternativamente, a interdição do edifício.
Ao analisar o caso, o juiz reconheceu que os novos registros indicam infiltração ativa no ponto onde ocorreram os danos anteriores.
Segundo a decisão, a presença de água pode acelerar a perda de aderência do revestimento e aumentar o risco de novos desprendimentos.
O magistrado ressaltou que, embora os vídeos ainda dependam de verificação presencial mais completa, as imagens, somadas ao laudo pericial e às autuações da fiscalização municipal, demonstram a existência de perigo atual à segurança de terceiros.
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