Justiça determina perícia para apurar poeirão em casas após obra de drenagem
A Justiça determinou a realização de perícia técnica na obra de contenção de águas pluviais próxima ao Residencial Nelson Trad, no bairro Vila Nova Campo Grande, para apurar reclamações de moradores sobre o poeirão provocado pela movimentação de terra.
A vistoria deverá verificar se a poeira alcançou as casas, se as medidas adotadas pela Prefeitura de Campo Grande foram suficientes para conter a dispersão e se ainda há necessidade de intervenções no local.
A decisão foi assinada pela juíza Paulinne Simões de Souza, da 1ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos de Campo Grande, no processo em que moradores pedem indenização por danos morais e medidas para interromper os transtornos que atribuem à obra pública.
A perícia também deverá examinar as condições atuais do terreno, a existência de erosão ou problemas de drenagem e os possíveis impactos da intervenção sobre o entorno residencial.
O laudo deverá ser apresentado em até 40 dias após a instalação da perícia.
A empresa Real Brasil Consultoria foi nomeada para realizar o trabalho e deverá apresentar currículo profissional e proposta de honorários no prazo de cinco dias.
O caso retoma uma reclamação publicada pelo Campo Grande News em 30 de março de 2024 , quando moradores relataram que a poeira levantada pelo aterro entrava nas casas e dificultava a limpeza dos imóveis.
Na ocasião, a Prefeitura confirmou que o transtorno estava relacionado às obras da bacia e informou que verificaria o que poderia ser feito para amenizar o impacto na vizinhança.
Moradores relatam poeira dentro de casa e problemas de saúde - Na ação judicial, protocolada em janeiro de 2026, uma moradora do Residencial Nelson Trad e seus cinco filhos menores afirmam que convivem com a poeira há mais de um ano.
Segundo a petição, a família mora em frente à área onde foi feito o aterro para a implantação da bacia de contenção, construída com o objetivo de reduzir alagamentos e enxurradas.
A autora relata que a movimentação de terra e a circulação de caminhões levantavam nuvens de poeira que, levadas pelo vento, chegavam aos apartamentos.
De acordo com a petição, a sujeira se acumulava em móveis, utensílios, roupas e alimentos, mesmo com portas e janelas fechadas.
A família afirma que precisava limpar a residência repetidamente e que não conseguia manter roupas limpas no varal.
A ação também atribui à exposição à poeira o agravamento de problemas respiratórios e alérgicos entre os moradores, incluindo crises de tosse, espirros, rinite e bronquite.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.