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ONU: aumento da temperatura acima de 1,5°C precisa ter magnitude e duração limitados para dar tempo para adaptação

JOTA ·
ONU: aumento da temperatura acima de 1,5°C precisa ter magnitude e duração limitados para dar tempo para adaptação

Já não resta dúvida de que a temperatura global vai ultrapassar a temida barreira de aumento de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais nos próximos anos.

A questão agora é tentar garantir uma trajetória de “ultrapassagem, pico e declínio” de modo que se minimize a magnitude, a duração desse período de extrapolação — e, consequentemente, os custos de adaptação aos seus impactos inevitáveis.

Essa é a melhor opção vislumbrada por especialistas, de acordo com o novo relatório “Limitando a Ultrapassagem”, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado nesta quarta-feira.

Assim, talvez seja possível trazer a temperatura de volta aos esperados níveis inferiores a 1,5°C, a meta prevista no Acordo de Paris, o quanto antes.

Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email Até lá, é preciso investir no planejamento da adaptação para não incorrer no repetido erro de gastar os escassos recursos — alvos de disputa e polarização nos debates sobre mudança do clima — disponíveis com ações emergenciais, sempre mais caras.

Os extremos climáticos, como o verão de temperaturas recordes, queimadas e inundações de imensas proporções como os deste ano, vão se repetir com cada vez mais frequência.

Por isso, o perigo que este relatório expõe não é a ultrapassagem em si, mas a armadilha de reagir a ela, ressalta Shobha Maharaj, professora adjunta do Instituto de Crises Ecológicas e Climáticas da Universidade de Fiji, uma das autoras do relatório.

Acima de 1,5°C, os impactos climáticos e os riscos de pontos de inflexão se intensificam a cada fração de um grau.

E o documento prevê pico de aumento de temperatura de 1,8°C, na melhor das hipóteses, embora já haja indícios de que pode passar dos 2°C.

“A adaptação muitas vezes leva décadas para ser planejada e construída — e é por isso que planos calibrados devem ser concebidos e implementados agora, antes dos impactos, em vez de uma série de respostas reativas à próxima emergência.

Esses gastos reativos drenarão recursos já escassos destinados à mitigação e adaptação — aprofundando a ultrapassagem e alimentando a próxima crise”, explica.

A especialista afirma que a resposta antecipada é o que pode quebrar esse ciclo.

“E escapar da armadilha da reação exigirá não apenas conhecimento ou financiamento, mas também vontade política para sustentá-la…”, afirma.

“A ação insuficiente tornou inevitável o aumento da temperatura em 1,5°C.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.

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