Google Cloud vende chips de IA e receita deve saltar 35% em 2027
As vendas de sistemas de chips especializados em inteligência artificial da Alphabet podem responder por 35% da receita do Google Cloud em 2027, tornando-se um dos principais motores de crescimento da divisão de computação em nuvem da empresa.
A projeção é da Evercore ISI, banco de investimentos norte-americano.
A estimativa considera o avanço das vendas das Unidades de Processamento de Tensor (TPUs) da Google para clientes externos, movimento que, segundo a Evercore ISI, deve intensificar a concorrência com a Nvidia (NVDA) no mercado de aceleradores de inteligência artificial.
“As TPUs estão evoluindo de uma vantagem tecnológica interna para um negócio externo de hardware “, afirma Mark Mahaney , analista da Evercore ISI, em relatório.
Leia também: FMI alerta que IA traz mais riscos que oportunidades sem base ética TPUs como negócio externo Originalmente, a Google desenvolveu as TPUs para uso exclusivo em seus próprios ambientes de computação em nuvem.
A companhia agora comercializa os sistemas para terceiros, entre eles a Anthropic, desenvolvedora de modelos de inteligência artificial, e a Meta Platforms (META).
A monetização ocorre por três caminhos.
O primeiro é o aluguel de capacidade de processamento das TPUs diretamente no Google Cloud.
O segundo é a venda dos sistemas para instalação nos centros de dados dos próprios clientes, modelo adotado pela Anthropic.
O terceiro envolve a comercialização por meio de uma joint venture de computação em nuvem com a Blackstone .
Projeções de receita A Evercore ISI projeta receita de TPUs de US$ 7,5 bilhões no segundo semestre de 2026, US$ 75 bilhões em 2027 e US$ 112,5 bilhões em 2028.
Considerando as vendas de TPUs, o banco espera que a receita total do Google Cloud mais que dobre, chegando a cerca de US$ 213 bilhões em 2027, com nova alta de 40% em 2028, para US$ 298 bilhões.
Sem as TPUs, o crescimento da divisão ainda seria de 39% e 35%, respectivamente, nos dois anos.
As projeções assumem margem bruta de 30% e margem operacional entre 15% e 20% no período de 2026 a 2028.
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