Telecomunicações avançam em IA, mas ainda buscam resultados escaláveis, indica KPMG
Empresas de telecomunicações com receita anual de pelo menos US$ 1 bilhão avançam no uso de inteligência artificial (IA), mas ainda não conseguem transformar os investimentos em resultados escaláveis e recorrentes.
É o que aponta o KPMG Global Tech Report 2026: Telecommunications, divulgado nesta sexta-feira (16).
O levantamento ouviu 104 líderes do setor e revela uma indústria em transição entre a experimentação e a geração consistente de valor.
A pesquisa mostra que 47% das organizações se consideram inovadoras ou adotantes iniciais de novas tecnologias.
Outros 74% afirmam ter gerado US$ 50 milhões ou mais em valor com tecnologias digitais nos 12 meses anteriores à pesquisa; desse grupo, 8% chegaram à marca de US$ 1 bilhão ou mais no mesmo período.
Avanço da IA no setor A IA se consolida como prioridade estratégica.
Segundo o relatório, 54% das empresas afirmam realizar investimentos estratégicos na tecnologia, com alguns casos de uso já gerando retorno, enquanto 22% dizem tê-la implementada em escala com resultados em múltiplos casos.
A expectativa é de crescimento expressivo: para os próximos 12 meses, esse percentual deve saltar para 76%.
O impacto da tecnologia também se reflete na força de trabalho.
Noventa e um por cento das empresas investem em IA agêntica para formar equipes híbridas, combinando profissionais e sistemas digitais.
Além disso, 83% afirmam que suas estratégias de contratação já contemplam funções nativas de IA.
O relatório também registra que 88% dos respondentes atribuem entre 21% e 40% do valor digital gerado às tecnologias de IA e inteligentes.
Leia mais: TSMC lucra US$ 24,34 bi no 3º tri com alta de 41,2% na receita “O setor de telecomunicações já ultrapassou a fase de experimentação tecnológica e começa a entrar em uma etapa decisiva: transformar IA, armazenamento em nuvem, automação e dados em resultados concretos e recorrentes”, afirma Felipe Catharino , sócio-diretor da KPMG no Brasil.
Para ele, “o grande diferencial, daqui para frente, será a capacidade das empresas de escalar essas tecnologias com governança, segurança e disciplina de execução, sem perder de vista a eficiência operacional e a experiência do cliente”.
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