Servidores do MPF no Amapá protestam contra aumento da jornada e restrições ao trabalho remoto
Servidores do Ministério Público Federal (MPF) no Amapá protestaram contra mudanças nas condições de trabalho previstas no Despacho nº 10.735/2026, editado no âmbito do 1º Ofício da Procuradoria da República no Amapá.
Entre as medidas contestadas estão o aumento da jornada presencial de 35 para 40 horas semanais, restrições ao trabalho remoto e alterações nas regras de compensação de horas, férias e folgas.
A categoria também questiona a previsão de indeferimento tácito para pedidos administrativos, incluindo solicitações relacionadas a consultas e exames médicos durante o expediente.
Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União (SINDMPU), divulgado pelo portal Amazônia Brasil Rádio Web, as mudanças são consideradas arbitrárias e desproporcionais.
Os servidores afirmam que não houve diálogo suficiente e que faltam estudos que comprovem prejuízos à produtividade na jornada atual.
A categoria defende que a eficiência seja avaliada pelos resultados do trabalho, além de reivindicar medidas que considerem a saúde mental, a qualidade de vida e o equilíbrio entre as atividades profissionais e pessoais.
A Chefia da Procuradoria da República no Amapá editou o Despacho n° 10.834/2026, determinando a suspensão integral dos efeitos do Despacho n° 10.735/2026, alvo da manifestação.
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