Operação mira postos irregulares em desdobramento da Carbono Oculto
Uma força-tarefa de órgãos de São Paulo e federais fizeram uma operação hoje para interditar postos de combustíveis clandestinos que estavam operando sem autorização e que, segundo as investigações, têm ligação com o crime organizado. A ação é um desdobramento da Carbono Oculto.
Operação Bomba Oculta mira estruturas econômicas ligadas ao crime organizado. A ação reúne órgãos para interrupção de atividades irregulares e avanço sobre fluxos financeiros e patrimoniais.
Em São Paulo, 910 postos de combustíveis tiveram ou estão tendo a inscrição estadual suspensa. Do total, 682 já foram declarados inaptos e outros 228 foram atingidos pelas medidas hoje.
No país, a operação alcança mais de 1.200 estabelecimentos irregulares e prevê declarar 1.283 CNPJs inaptos. A força-tarefa mobiliza mais de 80 servidores e conta com participação de órgãos como Receita Federal, ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Suspender a inscrição estadual impede a emissão de documentos fiscais eletrônicos e restringe mudanças cadastrais das empresas. Na prática, a medida dificulta a continuidade das operações e a circulação formal de recursos.
Outro foco da operação é aprofundar apurações sobre ocultação patrimonial e empresarial no setor. Nesta etapa, mais de 400 pessoas apontadas como possíveis laranjas estão sob investigação, com o objetivo de identificar a titularidade real de empresas, bens e recursos.
A força-tarefa afirma que a meta vai além de fechar estabelecimentos irregulares e busca desarticular estruturas empresariais usadas para dar aparência de legalidade. O trabalho mira interpostos, empresas e fluxos financeiros que sustentariam a continuidade das atividades ilegais.
Os órgãos envolvidos estimam que as medidas podem retirar de circulação mais de R$ 10 bilhões. A expectativa é que o valor deixe de alimentar os mecanismos econômicos usados por essas estruturas.
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