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Braskem cai à mínima histórica na Bolsa com pedido de recuperação

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Braskem cai à mínima histórica na Bolsa com pedido de recuperação

Ações da Braskem são negociadas em baixa na Bolsa, perto da mínima histórica do papel, após petroquímica pedir recuperação judicial. Papéis da companhia serão retirados dos índices da B3.

Ações da Braskem recuam para menor patamar histórico. As ações da empresa negociadas na Bolsa do Brasil B3 tinham baixa de 2,9% às 12h30, cotadas a R$ 4,02.

Na mínima do dia, chegaram a cair 8%. Às 10h40, as ações eram cotadas a R$ 3,81.

Ações recuaram 65% desde a máxima. Essa foi a variação negativa desde 5 de março último, quando a empersa foi negociada a R$ 11,40.

Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo para renegociar uma dívida da ordem de R$ 54 bilhões, quase tudo em dólar. A empresa ganhou 90 dias de proteção para concluir o plano de reestruturação junto aos credores.

O pedido de recuperação extrajudicial da Braskem aumenta a percepção de risco sobre a companhia com incertezas sobre prazos, condições de pagamento e eventual diluição dos acionistas. Ao mesmo tempo, uma negociação bem-sucedida pode aliviar o caixa e preservar as operações, o que explica a possibilidade de forte volatilidade nas ações. Fábio Murad, Consultor da Wiser Asset

Petroquímica precisará do apoio de credores que representem mais de 50% de cada classe de dívida para validar a reestruturação. O pedido inicial pode ser feito com assinaturas de apenas um terço dos credores afetados. A empresa tem agora até 90 dias corridos para conseguir o restante das assinaturas .

Na recuperação judicial, acionistas podem perder tudo. Segundo aponta o sócio e diretor executivo da Galeazzi & Associados, o patrimônio líquido consolidado da companhia já é negativo em R$ 13,1 bilhões, e a auditoria registrou ressalva de continuidade.

Do ponto de vista de balanço, o equity já está zerado. O que sustenta a ação hoje não é patrimônio, mas a aposta de que o ciclo petroquímico volta antes de a dívida cobrar a conta. Cláudio Santos. sócio e diretor executivo da Galeazzi & Associados

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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