Dentista sem habilitação para cirurgia é indiciado por homicídio após morte de empresária de 70 anos em SC
Empresária de 70 anos morre após passar por 'face lifting' em clínica de SC A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito sobre a morte da empresária Geny Maria Angeli Michelin, de 70 anos, dona de uma loja de calçados em Caçador, no Oeste do estado.
O cirurgião-dentista que realizou o procedimento foi indiciado por homicídio doloso (com dolo eventual, quando se assume o risco de matar) e por exercício ilegal da profissão.
A médica que fez a sedação foi indiciada por homicídio culposo (sem intenção de matar).
Até a publicação deste reportagem, ninguém havia sido preso. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Empresária de 70 anos morre após passar por face lifting em clínica de SC e polícia investiga A idosa morreu em junho deste ano, um dia após passar por um procedimento de face lifting na clínica Illuminare Instituto da Face, em Lages, na Serra catarinense.
As investigações principais foram concluídas em 20 de agosto.
Em nota, a clínica informou que acompanha o caso com tranquilidade e está à disposição para colaborar com as investigações.
O nome do dentista não foi divulgado.
Segundo a delegada Bricia Costa e Rosa, responsável pelo caso, o trabalho envolveu perícias, vistorias na clínica e depoimentos de médicos que atenderam a vítima.
A complexidade do caso gerou outros três inquéritos adicionais.
Esses novos procedimentos apuram irregularidades sanitárias no estabelecimento, o uso de medicamentos restritos a hospitais e lesões corporais contra outras pacientes do mesmo dentista.
Dentista não tinha habilitação para o procedimento, diz polícia O laudo pericial apontou que a morte de Geny decorreu de choque hipovolêmico hemorrágico (perda severa de sangue).
O procedimento foi feito por um cirurgião-dentista que, segundo o Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina (CRO-SC), possui registro apenas em harmonização orofacial.
O profissional não tem habilitação nas especialidades de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial ou de Cirurgia Estética Orofacial, exigidas para a técnica aplicada.
A polícia identificou que o dentista realizava procedimentos invasivos de forma frequente, mesmo sem capacidade técnica para isso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Santa Catarina.