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Amin, Carlos Moisés e Raimundo Colombo: ex-governadores de SC não se elegem em 2026

G1 Santa Catarina ·
Amin, Carlos Moisés e Raimundo Colombo: ex-governadores de SC não se elegem em 2026

Carlos Moisés, Esperidião Amin e Raimundo Colombo: ex-governadores de SC que não se elegeram nas eleições 2026 Montagem/Reprodução/Redes sociais Os três ex-governadores de Santa Catarina que disputaram diferentes cargos nas eleições de 2026 não foram eleitos.

Esperidião Amin (PP) tentou a reeleição no Senado e Carlos Moisés (União Brasil) e Raimundo Colombo (PSD) se candidataram ao cargo de deputado federal. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O professor de administração pública do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (ESAG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Daniel Pinheiro analisa que o cenário para cada um deles é diferente e que a situação nacional teve um peso nas eleições estaduais.

Carlos Moisés Carlos Moisés foi governador de Santa Catarina entre 2019 e 2023, durante a parte mais crítica da pandemia da Covid-19.

Nas eleições de 2026, candidatou-se a deputado federal, obteve 33.712 votos e ficou na lista de suplentes.

A vice-governadora da chapa do mandato dele, Daniela Reinehr (PL), foi eleita deputada federal no domingo (4).

Na época de Moisés, Reinehr chegou a governar o estado de forma interina por três vezes, duas delas quando ele foi afastado do cargo por causa de pedidos de impeachment.

Governador Carlos Moisés em mensagem à Alesc em 2021 Rodolfo Espínola/Agência AL/Divulgação O professor acredita que as polêmicas no governo de Moisés, como o caso dos respiradores e os embates com a assembleia legislativa que levaram aos pedidos de impeachment tenham relação com o desempenho dele no pleito.

"Foi um governo conturbado.

Isso se reflete na eleição", resumiu.

Os acontecimentos do Brasil também influenciaram Santa Catarina, argumentou o professor.

"O cenário nacional pós-pandemia veio para o embate Lula e Bolsonaro", disse.

Isso já refletiu na reeleição de Moisés, que não foi para o segundo turno nas eleições de 2022.

Na ocasião, participaram da disputa Jorginho Mello (PL), que se tornou o governador, e Décio Lima (PT).

"Uma pessoa que surge na política sem capital político, constrói somente naquele mandato e depois acaba saindo fica refém dessa outra briga [nacional]", declarou o professor.

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