Ponto Sem Retorno, de Ridley Scott, é um filme de sobrevivência e nada além disso
Ridley Scott está de volta! O diretor de 88 anos já fez história com Perdido em Marte (2015), Gladiador (2000) e Hannibal (2001), sendo Gladiador II (2021), seu último lançamento.
O diretor veterano volta agora com o longa-metragem Ponto Sem Retorno.
Protagonizado pelo queridinho Jacob Elordi, o filme adapta “Na Companhia das Estrelas”, livro lançado em 2012 e escrito por Peter Heller.
O filme acompanha Hig (Jacob Elordi), sobrevivente de uma pandemia, que vive em meio ao cenário pós-apocalíptico dos Estados Unidos, enquanto lida com o luto por quem já se foi ao mesmo tempo que tenta aproveitar de suas habilidades como ex-mecânico para ajudar aqueles que não possuem o mesmo conhecimento.
Será que o retorno de Scott merece ser visto no telão? Confira a crítica completa abaixo.
Jacob Elordi faz tudo, menos segurar o filme Hig não é o melhor personagem de Jacob Elordi.
Em um cenário em que o mundo não acabou, Hig poderia ser o que chamamos de “marido de aluguel”.
O protagonista é o faz-tudo do universo de Ridley Scott : conserta quadro de luz, conserta avião, cuida bem de seu cachorro e até cozinha uma refeição com alimentos que ele mesmo colheu, mas não conquista com sua atuação.
O papel não é ruim, o roteiro também não, mas esse com certeza não está entre os personagens mais interessantes que Jacob Elordi já interpretou.
O personagem dele permanece muito calmo durante a maior parte do filme, lembrando um pouco o protagonista de Na Natureza Selvagem, mais contemplativo do que falador, mas isso acaba atrapalhando um pouco o ritmo do filme.
Por se tratar de um mundo de sobreviventes, a narrativa acaba promovendo momentos de ação que não acompanham a serenidade do protagonista.
Toda a narrativa reforça que esse é um clássico filme de sobrevivência, abusando de alguns dos principais clichês desse gênero, como o conflito contra o próprio ambiente e a formação de tribos que acabam lutando entre si para continuarem vivos.
Jasper entrega muito carisma em Ponto Sem Retorno.
Os momentos que mais possibilitam que o público crie uma conexão com Hig são em suas interações com Jasper, seu pastor alemão e fiel escudeiro, mas talvez esse mérito seja apenas do cachorro.
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