Desligou no fim de semana? Os novos capítulos da crise que rachou o STF
A crise que colocou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em lados opostos avançou durante o fim de semana e chega à segunda-feira (14) com uma nova configuração para o julgamento marcado para terça-feira (15).
O presidente da Corte, Edson Fachin assumiu o processo que decidirá se Alexandre de Moraes deve ser investigado, enquanto a íntegra do celular de Daniel Vorcaro se tornou um novo ponto de divergência entre integrantes da Corte.
Moraes também pediu acesso a uma petição sigilosa sobre pagamentos ligados ao Banco Master.
As decisões tomadas desde sexta-feira mexeram principalmente na preparação da sessão de terça.
Veja o que mudou.
Leia também PGR se manifesta a favor de retirar sigilo sobre pagamentos de Vorcaro Petição reúne dados sobre a rede financeira ligada ao Banco Master e foi apontada por Moraes como relevante para julgamento de terça-feira Ministros pressionam Fachin a adiar sessão e pedem acesso a celular de Vorcaro Pressão parte de ministros aliados e opositores a Alexandre de Moraes Fachin assume processo que envolve Moraes No sábado (12), Fachin retirou André Mendonça da relatoria do processo que reúne o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes e assumiu a condução do caso .
O presidente do STF considerou a possibilidade de impedimento de Mendonça, a depender das decisões tomadas pelo plenário.
Fachin também determinou o envio à Presidência da íntegra das investigações sobre o Banco Master e sobre fraudes nos descontos do INSS, ambas sob relatoria de Mendonça.
A medida, porém, não significou que Fachin assumiu esses dois inquéritos.
Datafolha: 28% defendem impeachment de Moraes; 12% querem saída de Mendonça Mendonça cumpriu a determinação e defendeu sua atuação.
Segundo ele, o envio do caso de Moraes ao plenário observou as regras aplicáveis à análise de possíveis irregularidades cometidas por integrantes do próprio Supremo.
Moraes será julgado na terça; Mendonça fica para o dia 23 Fachin também separou os dois principais focos da crise.
A sessão extraordinária de terça-feira ficará concentrada na situação de Moraes.
Os ministros deverão decidir sobre a validade da apuração e se existem elementos para abrir uma investigação ou se o procedimento deve ser arquivado.
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