Casas, pousada e chácaras viram entulho às margens do lago de usina no TO; veja o que restou após demolições
Desocupação forçada e demolição foi determinada pela Justiça Federal A Justiça Federal determinou a desocupação forçada e a demolição de cerca de 50 chácaras localizadas às margens do reservatório da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (UHE Lajeado), em Palmas.
Casas, pousadas e chácaras começaram a ser demolidas nesta terça-feira (18).
Em poucas horas, construções que levaram anos para serem construídas viraram entulho.
A medida atendeu a uma ação de reintegração de posse movida pela Investco, concessionária responsável pela operação da usina.
A decisão foi confirmada e mantida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
A disputa judicial entre os posseiros e a concessionária se arrasta desde 2014, na altura dos km 36 e 37 da rodovia TO-010.
Os moradores alegam ter adquirido as terras de boa-fé, enquanto a concessionária argumenta ter o dever legal de proteger o patrimônio público da União.
Em nota, a Investco informou que atua em conformidade com as ordens dos órgãos competentes, e reitera o cumprimento de suas obrigações legais e contratuais.
A concessionária destacou que a ação foi restrita a esse trecho específico de ocupação irregular e não reflete uma medida generalizada ao longo de todas as margens do lago da Usina de Lajeado (veja nota da empresa abaixo). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA MAIS Chácaras às margens do lago de Lajeado começam a ser demolidas após decisão da Justiça Veja o que se sabe sobre a demolição de chácaras às margens de lago no TO Chácaras são demolidas com maquinário pesado e apoio de forças de segurança Reprodução/TV Anhanguera A reportagem da TV Anhanguera esteve no local logo após a ordem de despejo ser emitida.
Na época, Nice Antunes, que possui uma propriedade na região, contou que a área não foi invadida e que o imóvel foi adquirido de forma regular.
“É aqui que nós queremos viver.
É aqui que nós queremos passar os nossos últimos dias de vida”, disse a moradora.
De acordo com a Investco, a área desocupada será destinada à recomposição e recuperação ambiental, conforme estabelecem a legislação ambiental e os termos do contrato de concessão do reservatório da usina.
Relembre o caso A disputa judicial entre os posseiros e a concessionária se arrasta desde 2014, na altura dos km 36 e 37 da rodovia TO-010.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Tocantins.