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Além da previsão do tempo: o que o calor revela sobre as cidades

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Além da previsão do tempo: o que o calor revela sobre as cidades

Enfrentar as temperaturas extremas exige mais do que medidas emergenciais: é preciso questionar o modelo de urbanização e as desigualdades que determinam quem tem acesso à natureza

Busca contribuir na constituição de um referencial teórico sobre jornalismo ambiental em perspectiva interdisciplinar →

Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Integrante do Grupo Educom Clima (CNPq/UFSM) e estagiário do Observatório de Jornalismo Ambiental, vinculado ao Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS). →

Professora e pesquisadora da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS) e coordenadora do Laboratório de Comunicação Climática (CNPq/UFRGS). Doutora em Comunicação pela UFRGS e doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). →

Durante uma onda de calor, é comum que as notícias se concentrem nos recordes de temperatura, nas previsões meteorológicas e nas recomendações para evitar a exposição ao sol. Essas informações são importantes, mas há uma pergunta que nem sempre recebe a mesma atenção: por que algumas pessoas enfrentam temperaturas muito mais altas do que outras, mesmo vivendo na mesma cidade? A resposta não está apenas no clima. Também está na maneira como os espaços urbanos são construídos, ocupados e transformados.

A cada novo relatório sobre mudanças climáticas, a necessidade de preparar as cidades para o calor se torna mais evidente. Mas, adaptar os espaços urbanos não significa apenas criar medidas emergenciais para enfrentar dias com temperaturas extremas. Significa discutir a distribuição das áreas verdes, a preservação da biodiversidade e as decisões políticas e econômicas que determinam as condições ambientais em que a população vive. Essa discussão também diz respeito ao jornalismo.

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É justamente essa perspectiva que pode ser relacionada ao capítulo “A contribuição do jornalismo ambiental para a conservação da biodiversidade urbana: informação, educação e sensibilização” , de Débora Gallas Steigleder e Eutalita Bezerra da Silva, publicado no livro “Jornalismo Especializado: desafios presentes e futuros”, organizado por Wilson Bueno . As autoras, integrantes do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental, discutem como o jornalismo pode contribuir para sensibilizar a sociedade sobre os impactos da urbanização na biodiversidade, destacando as limitações de uma cobertura que pouco questiona os projetos de desenvolvimento urbano e suas consequências ambientais.

O ponto de partida é importante: a cidade também é natureza. E reconhecer essa relação muda a maneira como compreendemos o calor extremo. Árvores, parques, rios, solos e outras formas de vida não são elementos externos à dinâmica urbana, tampouco acessórios destinados apenas a embelezar a paisagem. Eles integram os ecossistemas dos quais a vida nas cidades depende.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oeco.org.br — o conteúdo pertence a O Eco.

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