Casas Bahia fala em recuperação extrajudicial ou judicial após prejuízo de R$ 10 bi
A Casas Bahia registrou um prejuízo de mais de R$10 bilhões no segundo trimestre, citando impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas para lidar com o momento mais desafiador para o setor, enquanto não descartou novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial.
“Diante de um ambiente macroeconômico e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação, redimensionando sua operação, impactando o resultado líquido através de efeitos contábeis não recorrentes em R$9,1 bilhões, sem efeito caixa no trimestre”, afirmou a companhia no balanço publicado na madrugada deste domingo.
Leia também Casas Bahia (BHIA3) aumenta prejuízo para R$ 10 bi no 2º trimestre A companhia adiou a apresentação do balanço duas vezes e divulgou seus dados na madrugada do domingo (16) Demissões, menos lojas e adiamento de balanço: o que acontece com a Casas Bahia? A empresa planejou neste mês corte de 30% da base de funcionários, segundo jornal A companhia começou em 2023 o que chamou de “plano de transformação” e vem implementando medidas operacionais e financeiras destinadas à melhoria de sua eficiência, rentabilidade e geração de caixa e, paralelamente, realizou iniciativas para adequar seu balanço e sua estrutura de capital.
No ano passado, adotou ações que ajudaram a reduzir parte do endividamento financeiro e contribuíram para o alongamento do perfil de vencimentos.
Diante da evolução das condições operacionais, financeiras e de mercado, a administração afirmou que “acelerou e aprofundou” o plano, iniciando uma nova etapa com foco na geração de caixa, redução da necessidade de capital empregado, melhoria da eficiência operacional e adequação da dimensão da operação às atuais condições de mercado e ao custo de capital.
Também afirmou que a combinação entre o crédito mais restritivo, uma captação internacional não concretizada e um ambiente de consumo mais fraco acelerou a necessidade do redimensionamento de seu parque de lojas.
A companhia explicou que o “racional” do fechamento das lojas tem como pano de fundo expectativa de melhora nas margens de contribuição, bem como na participação do carnê nas lojas remanescentes.
“Com os fechamentos das lojas deficitárias, a média do parque de lojas remanescente aumentará em 1,4 p.p.”, afirmou, acrescentando que a média de participação do carnê nas lojas remanescentes aumentará de 5,0 a 6,0 p.p..
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