Adesivo político anula seguro de automóvel? Veja o que dizem especialistas
Usar o carro durante campanha eleitoral pode provocar a perda da apólice, mas o simples uso de adesivos de propaganda política em veículos de uso particular não é suficiente para comprometer a cobertura do seguro, segundo entidades e profissionais do setor.
A simples adesivação eleitoral em automóveis de uso particular não prejudica o seguro. Conforme Ernesto Tzirulnik, presidente do IBDS (Instituto Brasileiro de Direito do Seguro), a seguradora que negar o pagamento de indenização por sinistro sob essa justificativa estará cometendo uma conduta abusiva e ilícita.
A seguradora que viesse a negar o pagamento de indenização por eventual sinistro envolvendo veículo adesivado estaria cometendo uma conduta abusiva e manifestamente ilícita. Ernesto Tzirulnik, presidente do IBDS
Cobertura pode ser anulada caso veículo registrado como particular tenha finalidade desviada para apoio logístico de campanhas eleitorais. Jaime Soares, presidente da Comissão de Seguros de Automóvel da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais), diz que o uso para fins que não seja apenas particular precisam ser declarados na contratação do seguro.
O uso para campanhas eleitorais exige a atualização do contrato. Seguradoras dizem que veículos que participam dessas atividades relacionadas às campanhas apresentam maior risco de acidentes, roubo e vandalismo durante as campanhas. O mesmo vale para uso comercial do veículo.
Para situações como essa, de uso particular para comercial, é importante que você procure o seu corretor de seguros para que você possa atualizar o seu contrato de seguro e garantir a sua cobertura securitária normalmente. Jaime Soares, presidente da Comissão de Seguros de Automóvel da Fenseg
De janeiro a abril deste ano, o segmento de seguro de automóveis arrecadou R$ 20,3 bilhões em prêmios, com alta de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025. Seguradoras pagaram um total de R$ 12,5 bilhões em indenizações nos quatro primeiros meses do ano.
Avanço é alimentado pelo aumento de vendas da indústria automotiva brasileira. A CNseg espera um crescimento de 7,8% no seguro de automóveis em 2026, com destaque ao impulso de programas de incentivo à renovação da frota.
Venda de automóveis e comerciais leves deve avançar 3% em 2026, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Estima-se a venda de cerca de 2,6 milhões de unidades.
No fim de 2025, apenas 30% dos veículos no Brasil tinham seguro. Há uma grande diferença de proteção entre carros (27,8% segurados, ou 18,3 milhões de unidades) e motos (só 5,1% seguradas, ou 1,94 milhão).
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.