Nova definição de infarto é divulgada. Entenda o que mudou
A troponina é uma proteína encontrada nas células do músculo cardíaco.
Quando essas células sofrem algum tipo de dano, a proteína é liberada na corrente sanguínea.
Medir sua concentração por meio de um exame de sangue ajuda os médicos a identificar se o coração sofreu alguma lesão.
É importante realizar o exame quando existe suspeita de infarto , mas um resultado elevado não significa, sozinho, que a pessoa teve um ataque cardíaco .
Isso porque outras condições também podem provocar danos ao músculo do coração e aumentar a troponina.
É justamente essa diferença que ganha destaque na Quinta Definição Universal de Infarto do Miocárdio , publicada em 2026 em conjunto pela European Society of Cardiology (ESC), American College of Cardiology (ACC), American Heart Association (AHA) e World Heart Federation (WHF).
A atualização reforça que, para chamar uma lesão no coração de infarto, é preciso haver sinais de que ela aconteceu porque o coração recebeu menos sangue e oxigênio do que precisava.
Para chegar a essa conclusão, o médico avalia um conjunto de informações: os sintomas do paciente, o eletrocardiograma e, quando necessário, exames de imagem .
A troponina ajuda a mostrar que houve uma lesão, enquanto os outros dados ajudam a entender se ela foi provocada por um problema na circulação do coração.
É essa combinação que diferencia um infarto de outros problemas que também podem aumentar a troponina.
Como saber se é infarto? Além dos exames citados acima, é preciso estar atento aos sinais.
A dor ou o desconforto no peito são sintomas conhecidos, mas existem outros .
“O principal sintoma do infarto é a dor em aperto no peito ou desconforto torácico típico de falta de sangue no coração.
Essa dor pode ocorrer no peito, irradiar para o braço esquerdo, a mandíbula ou região epigástrica [popularmente conhecida como ‘boca do estômago’ ] e ser acompanhada de sudorese fria”, afirma Carlos Eduardo Suaide Silva, cardiologista.
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