IA: Brasil não está no grande tema de investimentos, diz especialista
O Brasil não se insere no principal tema de investimentos de 2026, a inteligência artificial (IA), o que contribui para a crescente saída de capital estrangeiro da bolsa de valores brasileira.
A avaliação é de Gustavo Spinola, estrategista-chefe da Sincra, em entrevista ao CNN Prime Time .
Segundo Spinola, enquanto o fluxo de recursos para mercados emergentes registra a sexta semana positiva consecutiva, esse movimento é puxado por países diretamente ligados ao setor de tecnologia e inteligência artificial.
“O Brasil acaba ficando um pouco preterido quando os investidores ficam mais confiantes com a tese de IA”, afirmou.
Coreia do Sul, Taiwan e Índia se destacam Os países que mais se beneficiam desse fluxo positivo são aqueles com maior conexão ao ecossistema de inteligência artificial.
Spinola destacou Coreia do Sul e Taiwan como os grandes beneficiários, enquanto a Índia, embora menos ligada diretamente à IA, também se destaca por sua forte conexão com o setor de tecnologia.
Leia Mais Ações de empresas de IA passam por realização de lucros IA entrou em uma nova fase e o investidor também deveria Governo anuncia R$ 2,3 bi para IA e busca equilíbrio entre EUA e China O Brasil, assim como outros emergentes mais atrelados a commodities — como países da América Latina e a África do Sul —, apresenta fluxo mais negativo nesse cenário.
“A gente tem mais de 700 bilhões de dólares em projetos só nesse ano para a inteligência artificial”, ressaltou o especialista.
Possibilidade de reversão da tese favorável à IA Questionado sobre o risco de a tese favorável à inteligência artificial se reverter, Spinola reconheceu que o setor já demonstrou, em sua breve história, a capacidade de deixar empresas e plataformas para trás.
Ele traçou um paralelo com a evolução das redes sociais, citando a substituição progressiva de plataformas como Orkut, Facebook e Instagram .
“Pode ser que nesses momentos que a gente veja uma queda na utilização da ponta de inteligência artificial, realmente tem uma venda muito grande de ações, e aí o Brasil começa a ter um pouco mais de busca em termos de investimentos”, ponderou.
Ainda assim, o especialista avaliou que, no saldo geral de 2026, a inteligência artificial deve atrair muito mais recursos do que o setor de commodities.
Eleições de 2027 e perspectivas para o Brasil Sobre o cenário para 2027, Spinola apontou que o ano eleitoral brasileiro tende a afastar investidores, tanto locais quanto estrangeiros.
Para ele, o investidor estrangeiro tem dificuldade em diferenciar o que ocorre no Brasil do que acontece em outros países da região, como Colômbia e México.
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