Mel de Capanema, no Paraná, agora tem selo de Indicação Geográfica Denominação de Origem
O Mel de Capanema, no Sudoeste do Paraná, é o mais novo produto do Paraná a receber, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO).
Com capacitações e orientações, o Sebrae apoia produtores de diversas atividades produtivas na obtenção da IG, que representa um diferencial de qualidade que amplia oportunidades dos produtos no mercado nacional e internacional.
“O reconhecimento da Denominação de Origem valida o padrão técnico e a identidade do Mel de Capanema.
Para os pequenos produtores e para a agricultura familiar da região, esse registro fortalece a organização produtiva, protege a procedência no mercado e abre canais comerciais com compradores que exigem conformidade e diferenciação comprovadas”, avalia a coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht.
Saiba mais notícias no canal do Bem Paraná No segmento apícola, o país conta agora com 11 registros voltados à produção de mel e própolis.
O município de Capanema obtém seu segundo reconhecimento: em 2019, a localidade já havia conquistado uma Indicação de Procedência para o melado batido e escorrido.
O pedido de reconhecimento foi apresentado pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic).
A concessão da Denominação de Origem atesta que as características do mel decorrem exclusivamente de fatores naturais e humanos específicos da região.
A distinção decorre da interação das abelhas com a flora nativa da Mata Atlântica, preservada no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre o Brasil e a Argentina.
Com a nova concessão, o Brasil passa a somar 172 Indicações Geográficas nacionais registradas, sendo 137 Indicações de Procedência (IP) e 35 Denominações de Origem (DO).
Agricultura familiar A apicultura na região de Capanema tem base na agricultura familiar e conta com mais de 50 anos de atividade, seguindo normas de boas práticas agrícolas e uso de cadernos de campo orientados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Atualmente, os produtores vinculados à Apic mantêm cerca de 5 mil colmeias e produzem 60 toneladas de mel por ano.
Além de abastecer o mercado regional e a rede de serviços do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, a produção é comercializada para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.
A entidade, que já havia registrado em 2021 a marca coletiva “Parque Iguassu”, reúne apicultores e meliponicultores dos municípios de Capanema, Planalto, Realeza e Foz do Iguaçu.
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